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Tudo o que você precisa saber sobre superbactéria que fechou UTI do Hospital Mário Gatti, em Campinas

Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti Considerada uma "praga" em hospitais e resistente a antibióticos, a bactéria Kle...

Tudo o que você precisa saber sobre superbactéria que fechou UTI do Hospital Mário Gatti, em Campinas
Tudo o que você precisa saber sobre superbactéria que fechou UTI do Hospital Mário Gatti, em Campinas (Foto: Reprodução)

Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti Considerada uma "praga" em hospitais e resistente a antibióticos, a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (conhecida pela sigla KPC) foi identificada em sete pacientes e levou ao fechamento temporário da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Gatti, em Campinas (SP), para novas internações a partir desta terça-feira (10). 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo a unidade de saúde, embora seja comum em ambientes hospitalares, neste caso o controle tem sido mais difícil, mesmo com todos os protocolos de limpeza e segurança adotados. Entenda aqui. A KPC faz parte de um grupo de bactérias que são resistentes a antibióticos, por isso, é chamada de superbactéria; O agente infeccioso produz uma enzima que destrói vários antibióticos, medicamentos mais usados em casos de infecções bacterianas; A superbactéria foi identificada no Brasil no início dos anos 2000; desde então, surtos são registrados de tempos em tempos em unidades de saúde. Como surge? Segundo o infectologista e professor da Unicamp, Plínio Trabasso, o surgimento desse tipo de bactéria é uma consequência da utilização de antibióticos potentes no ambiente hospitalar ao longo dos anos. "Elas vão se tornando resistentes aos antibióticos que a gente vai utilizando e por isso elas são mais prevalentes nesse próprio ambiente. É muito importante fazer o controle da disseminação, inclusive, porque o tratamento é dificultado", explica. Cultura da KPC em uma placa de Petri; foto de 2013 Reprodução/EPTV Quais são os sintomas? Ainda de acordo com Trabasso, as infecções mais comuns em diagnósticos de KPC são: infecções de corrente sanguínea (sepse) pneumonia infecções do trato respiratório infecções urinárias, embora menos frequentes infecções de feridas operatórias Como prevenir? A KPC atinge de forma mais frequente pacientes internados que estão com a imunidade debilitada, como em em UTIs, por exemplo. A transmissão ocorre por meio do contato com os fluidos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sondas; Se há alguma falha no processo de higiene e desinfecção do ambiente hospitalar, ela pode aparecer e se alastrar de pessoa para pessoa. É a chamada transmissão cruzada; A infecção fora do ambiente hospitalar também pode ocorrer, mas a incidência é baixa. O médico infectologista ressalta a necessidade de ter atenção e cuidado, em especial: para a população em geral: realizar sempre higiene das mãos, seja com água e sabão comum ou com álcool gel, após ter contato com as pessoas. para os profissionais de saúde: obedecer as regras específicas de higiene e segurança. Fachada do Hospital Mário Gatti, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Medidas de contingência Para conter o surto, a Prefeitura de Campinas informou que isolou os sete pacientes infectados em um salão específico da UTI, com equipe exclusiva para atendimento. Os outros 13 pacientes, que estão em outro salão de UTI, serão colocados em enfermarias que serão transformadas em terapia intensiva. "Isso já foi feito na época da Covid e faremos novamente. Será uma exceção pacientes que irão para fora do Mário Gatti", comentou Andrea Von Zuben, coordenadora do setor de informações da Rede Mário Gatti. A coordenadora lembrou ainda que a unidade permanecerá de porta aberta para casos de urgência e emergência. A diferença é que quem precisar de UTI será enviado para outros hospitais da cidade. Ainda de acordo com a administração municipal, o plano de contingência foi enviado ainda na manhã desta segunda-feira (9) ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) e está em análise. As ações serão mantidas até que o cenário seja considerado estável pelas equipes técnicas. A rede municipal de saúde disse que algumas medidas preventivas já estavam em andamento antes da suspensão, como limpezas terminais de leitos, intensificação da higienização das mãos e capacitações para equipes de limpeza. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas