Trump diz que 'EUA atacarão o Irã com muita força' e assumirão controle do petróleo e gás do país

O presidente Donald Trump conversa com repórteres antes de embarcar no Air Force One no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, na madrugada de ...

Trump diz que 'EUA atacarão o Irã com muita força' e assumirão controle do petróleo e gás do país
Trump diz que 'EUA atacarão o Irã com muita força' e assumirão controle do petróleo e gás do país (Foto: Reprodução)

O presidente Donald Trump conversa com repórteres antes de embarcar no Air Force One no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, na madrugada de terça-feira, 9 de junho de 2026 AP/Mark Schiefelbein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fará um novo ataque contra o Irã na noite desta quinta-feira (11) e que pretende assumir o controle de todo petróleo e gás do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio Em post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro: "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã pela segunda noite seguida Esta será a terceira noite seguida de ataques norte-americanos ao território iraniano apesar do cessar-fogo vigente entre os dois países. Mais cedo, o Irã anunciou que, devido à ofensiva norte-americana, o Estreito de Ormuz está completamente fechado "até novo aviso". Em comunicado na manhã desta quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou os ataques, afirmando que eles tornaram o cessar-fogo de quase dois meses “praticamente sem sentido”. "Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante... mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério. A nota diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”. Ao anunciar os bombardeios da noite desta quarta-feira (10), o Comando Central dos EUA disse que eles tinham como alvo as capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas "Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. As forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para agir", afirmou. À rede de TV Fox News, Trump disse ter conversado com autoridades iranianas, que supostamente "teriam pedido para que os bombardeios parassem". Ele disse que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país. Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido. Washington justificou a primeira onda de ataques, que ocorreram na terça-feira (9) como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam "fortes e claros" e avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio, ajudando Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã rebateu dizendo que o país não negocia sob ameaças.

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