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Tribunal nos EUA delibera se Meta colocou menores de idade em perigo

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, começou nesta...

Tribunal nos EUA delibera se Meta colocou menores de idade em perigo
Tribunal nos EUA delibera se Meta colocou menores de idade em perigo (Foto: Reprodução)

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, começou nesta terça-feira (24) o primeiro dia de deliberações do julgamento em que a Meta, dona de Instagram e Facebook, é acusada de colocar crianças em perigo ao torná-las vulneráveis a predadores sexuais nas redes sociais. O estado do Novo México reivindica bilhões de dólares à Meta, em um de dois grandes casos da Justiça americana contra a gigante que atualmente estão nas mãos de jurados. O outro julgamento acontece na Califórnia e avalia se a Meta e o YouTube devem ser considerados responsáveis por causar deliberadamente dependência em crianças. Este caso, em particular, é visto como um teste importante para o futuro de centenas de outras ações semelhantes em andamento nos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O júri do Novo México iniciou seus trabalhos após os argumentos finais e um julgamento de seis semanas que incluiu o depoimento de 40 testemunhas, entre elas funcionários que se tornaram denunciantes e centenas de documentos, relatórios e e-mails. O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, apresentou, em 2023, uma ação judicial contra a Meta e seu CEO, Mark Zuckerberg. Torrez alega que a empresa não protegeu as crianças do abuso sexual e do tráfico de pessoas. Durante sua argumentação na segunda-feira (23), a promotora Linda Singer acusou a Meta de ter comunicado de forma enganosa sobre suas medidas de proteção de menores. "A Meta não revelou a probabilidade de que o algoritmo colocasse predadores em contato com adolescentes, de que recomendasse conteúdos tão sensacionalistas e prejudiciais", disse Singer, segundo o Albuquerque Journal. Um porta-voz da Meta afirmou que o caso do Estado era "sensacionalista" e tinha base em documentos "selecionados a dedo". "O Estado não conseguiu provar seu caso", disse. O Estado solicita a sanção civil máxima de US$ 5 mil (cerca de R$ 26,3 mil) para cada um dos aproximadamente 221 mil adolescentes do Novo México que, segundo afirma, usam Facebook e Instagram. A Meta contesta este valor. Uma segunda fase do processo no Novo México está prevista para maio, quando um juiz irá ouvir a alegação do Estado de que a Meta criou um incômodo público e deve financiar programas para lidar com os supostos danos às crianças. Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil?