Tribunal de Justiça do DF diz ao STF que 'penduricalhos' recentes foram 'acertos' de aposentadorias

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Reprodução/ TJDFT O Tribunal de Justiça do Distrito Federal enviou nesta quarta-feira (8) ao Supremo ...

Tribunal de Justiça do DF diz ao STF que 'penduricalhos' recentes foram 'acertos' de aposentadorias
Tribunal de Justiça do DF diz ao STF que 'penduricalhos' recentes foram 'acertos' de aposentadorias (Foto: Reprodução)

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Reprodução/ TJDFT O Tribunal de Justiça do Distrito Federal enviou nesta quarta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal um documento para "justificar" o pagamento, a juízes e servidores, de verbas e remunerações que poderiam ser vistas como "penduricalhos". O termo passou a ser usado, inclusive pelo Poder Judiciário, para nomear verbas indenizatórias que ultrapassam o teto constitucional de remunerações. No ofício enviado ao Supremo, o TJ do DF afirma: que as folhas de pagamento emitidas desde abril respeitam o teto firmado pelo STF no fim de março; que os dois pagamentos "de maior expressão" foram motivados pelo acerto da aposentadoria de duas juízas que tinham férias acumuladas. "Constata-se, pois, que os pagamentos estão em conformidade com as orientações estabelecidas pelo STF e pelo CNJ, sendo que os valores de maior expressão decorreram de acertos financeiros obrigatórios em razão da aposentadoria de duas Magistradas com férias acumuladas", diz o documento. Moraes dá 48 horas para sete tribunais de justiça explicarem pagamentos de 'penduricalhos' Na segunda, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes deram prazo de 48 horas para os presidentes de sete tribunais de justiça explicarem o pagamento dos "penduricalhos". Os ministros tomaram a decisão após reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" que apontou que diversos tribunais estaduais teriam desrespeitado o entendimento que limita os penduricalhos firmado pelo STF em julgamento ocorrido no dia 25 de março deste ano. Segundo a reportagem, teriam sido autorizados pagamentos remuneratórios e indenizatórios que, somados, ultrapassariam os limites fixados pelo Supremo, atingindo valores de até R$ 495 mil em alguns casos. Caso a ordem não seja cumprida, os responsáveis poderão sofrer o afastamento imediato do cargo de direção, além de responderem nas esferas penal, civil e disciplinar. De acordo com os despachos, as instituições devem fornecer dados sobre valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa, aposentado e pensionistas, referentes aos meses de abril, maio, junho e julho de 2026. Devem também indicar, de forma individualizada, as verbas remuneratórias e indenizatórias. E anexar aos processos cópias das folhas de pagamento dos meses citados.

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