Saltos anteriores de rope jump viralizam após jovem morrer ao ser lançada sem corda no interior de SP

Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes Vídeos com saltos de rope jump gravados antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Frei...

Saltos anteriores de rope jump viralizam após jovem morrer ao ser lançada sem corda no interior de SP
Saltos anteriores de rope jump viralizam após jovem morrer ao ser lançada sem corda no interior de SP (Foto: Reprodução)

Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes Vídeos com saltos de rope jump gravados antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas viralizaram nas redes sociais após a tragédia. No sábado (13), a jovem foi lançada sem estar presa às cordas de segurança durante o salto e caiu de uma altura de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). O g1 separou vários registros feitos na mesma estrutura onde a jovem morreu, mas em datas anteriores (assista acima). As investigações iniciais apontam que nunca houve nenhum tipo de autorização para realizar saltos no local. A modalidade também não tem uma regulamentação definida no país. 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Nas gravações, é possível perceber que parte das pessoas opta por ser lançada da ponte, em um modo conhecido como "aviãozinho", enquanto outras saltam por conta própria. Há, inclusive, registro de praticantes saltando da ponte com uma bicicleta e outros com crianças no colo. Em todos os casos, as pessoas que saltam estão presas à corda de segurança. A EPTV, afiliada da TV Globo, também ouviu uma biomédica que pulou de rope jump com a mesma equipe que lançou Maria Eduarda. Josiane Francischini Pereira, de Serrana (SP), esteve em Limeira (SP) em maio e classificou como desorganizada a atuação do grupo responsável pelo salto. Salto de rope jump com bicicleta em Limeira Redes sociais LEIA TAMBÉM: Testemunha diz que funcionário tirou câmera de jovem morta após salto Jovem que morreu em rope jump devia ter sido presa a duas cordas Jovem lançada sem corda em rope jump: o que se sabe sobre tragédia Prefeitura vai processar governo federal por omissão em ponte Jovem fez post antes do acidente: 'Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?' 'Era para ser eu', diz homem que saltaria antes de jovem lançada sem corda Ponte com histórico de acidentes A Ponte do Esqueleto, que fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, acumula uma série de acidentes nos últimos anos. Desativada para o tráfego de veículos há 30 anos, a estrutura tem cerca de 40 metros de altura e é conhecida por receber atividades de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre. Em abril de 2024, uma ciclista de Rio Claro (SP) morreu após cair da estrutura. A vítima foi identificada como Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, testemunhas contaram que a ciclista teria se desequilibrado ao encostar o pé na mureta, que é baixa, e caído com a bicicleta. Já em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas após caírem da ponte. Ponte do Esqueleto em Limeira Jefferson Barbosa/EPTV Responsabilidade pela ponte A Ponte do Esqueleto pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares. Segundo o governo federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026. O governo afirma que, mesmo antes, "pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte" "Em 2024, [...], a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira", alega o governo federal. Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”. Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou. "Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos). Para o governo federal, "os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais. E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta". A tragédia Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda". A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto. Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda. Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda. Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma. Seis pessoas foram detidas. Em depoimento à polícia, os três instrutores, que foram atuados em flagrante e seguem presos, não souberam explicar o motivo do erro. Eles foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima. O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade". Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump Arte/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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