RN cria comitê para monitorar casos de ciguatera após alta de 60% nas intoxicações

Ações de enfrentamento à ciguatera no RN O Governo do Rio Grande do Norte criou um comitê de acompanhamento para monitorar os casos de intoxicação por ...

RN cria comitê para monitorar casos de ciguatera após alta de 60% nas intoxicações
RN cria comitê para monitorar casos de ciguatera após alta de 60% nas intoxicações (Foto: Reprodução)

Ações de enfrentamento à ciguatera no RN O Governo do Rio Grande do Norte criou um comitê de acompanhamento para monitorar os casos de intoxicação por ciguatera e definir ações de enfrentamento à doença. Segundo a Secretaria de Estado da Sáude Pública (Sesap), os casos cresceram 60,2% no primeiro semestre deste ano em relação a todo o ano de 2025. Foram 141 ocorrências nos seis primeiros meses de 2026, contra 88 registradas durante todo o ano passado. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo a Sesap, as espécies mais frequentemente relacionadas aos casos de ciguatera no estado são arabaiana, bicuda (ou barracuda), cioba, dourado, galo-do-alto, pargo-preto, pescada-branca, robalo, sirigado e badejo. LEIA TAMBÉM: INTOXICAÇÃO: Casos disparam no RN ALMOÇO EM FAMÍLIA: Cinco pessoas da mesma família passam mal CASOS SUSPEITOS: Saiba quais são os sintomas e recomendações CIGUATERA: Especialista diz que rastrear origem do peixe é estratégia para combater contaminação A iniciativa foi definida durante uma reunião ocorrida nesta segunda-feira (20), na Secretaria de Agricultura e Pesca do RN (Sape), com participação de representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e entidades ligadas ao setor pesqueiro. Segundo a subsecretária estadual da Pesca, Erilânia Marreiro, a reunião teve como objetivo definir medidas conjuntas entre os órgãos envolvidos para enfrentar o problema. Peixe cioba mercado peixaria supermercado peixes vendas Natal Rio Grande do Norte RN Ciguatera Brunno Rocha/Inter TV Cabugi "A gente tem buscado avançar no diálogo para garantir saídas e mitigar esse problema relacionado à ciguatera, que é um problema de saúde pública." De acordo com a gestora, o principal encaminhamento foi a criação de um comitê para acompanhar a evolução dos casos e coordenar as ações entre os diferentes órgãos. "Essa reunião foi chamada para entender quais passos nós podemos dar. De encaminhamento, nós tiramos a criação de um comitê de acompanhamento da ciguatera para garantir ações coordenadas entre os órgãos." Casos cresceram neste ano Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que, desde 2022, o Rio Grande do Norte registrou 259 casos confirmados de intoxicação por ciguatera e duas mortes, distribuídos em 46 surtos. Ainda segundo a Sesap, 64% dos surtos ocorreram após consumo de pescado em ambiente doméstico, enquanto 36% foram associados a refeições em restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Sintomas Os primeiros sinais da ciguatera são gastrointestinais, como dores abdominais, enjoos, vômitos e diarreia, que podem surgir de poucos minutos a 48 horas após o consumo do peixe. No entanto, os sintomas neurológicos são os mais prevalentes e duradouros, podendo permanecer por anos. Os pacientes relatam coceira intensa, dor no corpo, sensação de gosto metálico na boca, dormência na língua e nas extremidades, além de inversão térmica — alteração sensorial em que o toque quente parece frio e vice-versa. Fadiga, fraqueza, tontura e dor de cabeça também são comuns. Casos mais graves podem apresentar evolução cardiovascular, com episódios de pressão baixa (hipotensão) e batimentos cardíacos lentos (bradicardia). Recomendações à população As principais recomendações da Sesap à população são: procurar imediatamente os serviços de saúde diante de sintomas compatíveis, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas; identificar a espécie consumida e preservar sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária; evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por Ciguatera, especialmente aqueles de procedência desconhecida.

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