Risco de colapso interdita prédio e obriga 16 famílias a deixar apartamentos em Vila Velha

Prédio com fissuras é interditado e 16 famílias precisam deixar as casas em Vila Velha Dezesseis famílias tiveram que deixar às pressas os apartamentos ond...

Risco de colapso interdita prédio e obriga 16 famílias a deixar apartamentos em Vila Velha
Risco de colapso interdita prédio e obriga 16 famílias a deixar apartamentos em Vila Velha (Foto: Reprodução)

Prédio com fissuras é interditado e 16 famílias precisam deixar as casas em Vila Velha Dezesseis famílias tiveram que deixar às pressas os apartamentos onde moram após um prédio apresentar risco de colapso em Vila Velha, na Grande Vitória. O bloco F do Residencial Praia da Sereia, na região de Vale Encantado, foi interditado pela Defesa Civil no sábado (10), depois que problemas estruturais foram identificados. Ainda não há previsão de quando os moradores poderão voltar para casa. Segundo a Prefeitura de Vila Velha, o edifício apresentava trincas, fissuras e recalque nas paredes externas, quando há movimentação ou afundamento do solo que pode provocar alterações na estrutura da construção. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A interdição foi determinada para que sejam feitas as intervenções necessárias à estabilização do prédio. Enquanto isso, os moradores aguardam a realização de estudos técnicos e a definição das medidas para recuperar a estrutura. Moradores saíram às pressas Alice Sena, que mora no condomínio há 20 anos, contou que já havia percebido pequenas fissuras no apartamento há cerca de dez anos. Apesar de acompanhar o problema, ela disse que foi surpreendida pela necessidade de deixar o imóvel imediatamente. “Eu estava voltando do supermercado e, quando cheguei, a Defesa Civil estava aqui interditando e dizendo que todo mundo precisava sair na hora. Agora estou na casa de uma amiga até ver onde eu vou ficar com a minha filha”, relatou. A moradora também destacou a insegurança diante da falta de informações sobre quando poderá retornar ao apartamento. “A gente perde a estrutura, a base. Metade de nós somos quitados e metade ainda são financiados. Tem casal que acabou de financiar e teve que sair às pressas”, contou. Bloco era monitorado De acordo com o síndico do condomínio, Ivo Júnior, a administração já acompanhava a situação das fissuras. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) esteve no residencial e orientou a realização de estudos do solo e da estrutura do bloco. Após a contratação de uma equipe especializada e a realização de testes, os profissionais apontaram a necessidade de medidas para recuperar a segurança do edifício. A Defesa Civil foi acionada e recomendou a saída imediata dos moradores. “Esteve no local (Crea) e nos orientou a fazer estudo do solo e contratar uma empresa para fazer o estudo estrutural do bloco. A partir desse estudo, vai ser confeccionada uma planta, e a empresa contratada vai executar essa planta para que o bloco fique habitável”, explicou o síndico. LEIA TAMBÉM: ACIDENTE: Homem morre após caminhão de sorvete tombar sobre carro na Serra ALERTA DE CHUVA: ES tem alerta de tempestade com ventos de até 100 km/h e risco de granizo Defesa Civil ofereceu abrigo O diretor operacional da Defesa Civil de Vila Velha, Gilvandro Pinto, afirmou que a prioridade do órgão foi preservar a vida dos moradores. “Nós estivemos no local e, diante da situação, notificamos os moradores, fizemos a interdição e oferecemos abrigo para quem não tinha para onde ir”, explicou. Em nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que o bloco F foi interditado após a identificação do risco de colapso da estrutura. A administração municipal informou ainda que aguarda a execução do projeto com as intervenções necessárias para estabilizar o prédio e permitir uma futura desinterdição. Até a última atualização, não havia prazo para a conclusão dos trabalhos nem para a liberação dos apartamentos. O que diz a Caixa A Caixa Econômica Federal informou que acompanha a situação do Condomínio Residencial Praia da Sereia, empreendimento construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Segundo a instituição, em junho de 2026, após ser comunicada pela administração do condomínio sobre a existência de fissuras no bloco F, prestou os esclarecimentos pertinentes, considerando as características do empreendimento, a situação contratual das unidades e o prazo de garantia da obra. A Caixa afirmou ainda que, em situações que envolvem possível risco à segurança ou interdição, a avaliação inicial compete à Defesa Civil. “A Caixa aguarda o laudo de interdição do órgão para promover a análise técnica de engenharia e avaliar possíveis intervenções no empreendimento, dentro das atribuições legais e contratuais aplicáveis”, informou. Os moradores seguem aguardando a definição das medidas necessárias para recuperar a estrutura e a autorização para voltar aos apartamentos. Prédio é interditado e 16 famílias precisam deixar as casas em Vila Velha, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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