Quadrilha que movimentou R$ 21 milhões desviava cartões antes da entrega e aplicava golpes em idosos, diz MP

Ministério Público mira quadrilha que causou prejuízo de R$ 21 milhões por meio de fraudes bancárias. TV Globo Uma organização criminosa especializada em...

Quadrilha que movimentou R$ 21 milhões desviava cartões antes da entrega e aplicava golpes em idosos, diz MP
Quadrilha que movimentou R$ 21 milhões desviava cartões antes da entrega e aplicava golpes em idosos, diz MP (Foto: Reprodução)

Ministério Público mira quadrilha que causou prejuízo de R$ 21 milhões por meio de fraudes bancárias. TV Globo Uma organização criminosa especializada em golpes financeiros movimentou cerca de R$ 21 milhões e cometeu diversos crimes, como estelionato, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro, segundo uma investigação do Ministério Público. Mandados judiciais foram cumpridos nesta quinta-feira (11) por determinação da 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte. De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Giovani Avelar Vieira, as investigações começaram em 2023 e identificaram duas frentes de atuação da quadrilha. Em uma delas, os criminosos cooptavam funcionários de empresas responsáveis pela entrega de cartões bancários. Os cartões eram desviados antes de chegar aos destinatários e tinham os chips substituídos por outros. Enquanto as vítimas aguardavam os cartões, a organização já tinha acesso às senhas e conseguia movimentar valores por meio de contas bancárias utilizadas no esquema. Segundo o promotor, os investigadores apuram como os criminosos obtinham as senhas, mas há indícios de que parte das informações era fornecida pelas próprias vítimas, enganadas por contatos fraudulentos que se passavam por instituições financeiras. "Sem sombra de dúvida, uma organização muito bem estruturada, com funções extremamente definidas. Havia aqueles que idealizavam e executavam os golpes, passando por aqueles que eram cooptados", afirmou o coordenador do Gaeco, Giovani Avelar Vieira. Agora no g1 Além disso, havia os integrantes responsáveis por lavagem de dinheiro. O Ministério Público também identificou fraudes bancárias graves. "Uma das frentes de atuação consistia na abertura de contas bancárias com documentos falsos e, segundo as investigações, com o envolvimento de pelo menos um funcionário de instituição financeira", disse o promotor. Alvos eram idosos e aposentados Embora qualquer pessoa pudesse ser vítima do grupo, os principais alvos eram idosos e aposentados, segundo o promotor. Inicialmente, os prejuízos recaíam sobre os correntistas que tiveram cartões desviados ou contas abertas em seus nomes com documentos falsos. Durante as diligências, os investigadores localizaram três centrais que seriam utilizadas para adulteração de cartões e aplicação dos golpes. Operação continua O promotor afirmou que a investigação ainda está em andamento e que não é possível afirmar que a organização criminosa foi totalmente desarticulada. Até o momento, os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato e furto mediante fraude. As apurações prosseguem para identificar outros integrantes, possíveis novos núcleos da quadrilha e esclarecer como os criminosos obtinham dados sigilosos das vítimas.

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