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Professora e DJ, acreana concilia sala de aula com pistas de festas em Rio Branco: 'Não é só dar play'

Professora e DJ, acreana concilia sala de aula com pistas de festas em Rio Branco Professora de História durante a semana e DJ nos fins de semana, a acreana Al...

Professora e DJ, acreana concilia sala de aula com pistas de festas em Rio Branco: 'Não é só dar play'
Professora e DJ, acreana concilia sala de aula com pistas de festas em Rio Branco: 'Não é só dar play' (Foto: Reprodução)

Professora e DJ, acreana concilia sala de aula com pistas de festas em Rio Branco Professora de História durante a semana e DJ nos fins de semana, a acreana Aldine Montenegro equilibra duas rotinas que, para ela, têm algo em comum: a troca com o público. No embalo do Dia Mundial do DJ, celebrado no último dia 9 de março, o g1 conta a história da profissional que mistura música, sala de aula e uma trajetória construída, principalmente, na prática. A relação de Aldine com a música começou cedo, dentro da própria família. A DJ contou que cresceu cercada por músicos, o que influenciou diretamente sua formação artística e na profissão que segue desde 2017. “Desde que eu me entendo por gente, eu sou envolvida com música. Meu avô tinha uma banda com os filhos e eu cresci no meio de músicos. Meus tios tocavam, um deles é muito conhecido aqui em Rio Branco e também era professor”, relembrou. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Na fase da adolescência, o interesse pela música ficou ainda mais forte. Aldine compartilhou que era apaixonada por rock e começou a se aprofundar no estilo, recebendo o apoio da família para seguir esse caminho. Com 15 anos, a acreana ganhou sua primeira guitarra e decidiu formar uma banda formada apenas por meninas. Tempos depois, no entanto, o grupo foi desfeito e cada integrante seguiu um caminho diferente. LEIA TAMBÉM: Cachorro caramelo ganha festa de aniversário com bolo e DJ no Acre: 'Filho de quatro patas’, diz tutor Para realizar sonho de infância, acreana se torna artista plástica aos 52 anos: 'pintar é o que eu amo fazer' Artistas do AC vencem Prêmio Sebrae Amazônia de Música: 'Conquista' Contudo, ela continuou atuando no meio musical e passou a colaborar na produção de diferentes eventos. Foi neste período que Aldine teve a oportunidade de mudar sua trajetória e, em 2015, começou a produzir, em Rio Branco, uma festa de uma produtora de São Paulo que promovia eventos em diversas cidades do país. Durante a organização, a acreana teve dificuldades para encontrar DJs disponíveis. A partir disso, ela decidiu inovar e começar a estudar para tocar em suas próprias festas. “Eu tinha muita dificuldade de encontrar DJ porque, às vezes, eles já estavam tocando em outra festa. Então, comecei a cogitar aprender a tocar para tocar nas próprias festas que eu produzia”, disse. DJ Aldine concilia rotina em sala de aula com pistas de dança no final de semana em Rio Branco Arquivo pessoal Pontapé inicial e adaptações A decisão de aprender a tocar foi concretizada em 2017. No começo, seu repertório era mais alternativo e voltado para o indie e o rock, estilos estes das festas que costumava produzir. Entretanto, conforme ganhava mais experiência, ela começou a ampliar seu repertório musical. "Depois comecei a produzir outras festas, inclusive uma chamada Baile de Favela, que tinha muito funk. Aí comecei a estudar o estilo, ver o que a galera estava ouvindo e montar meus sets. Conforme fui fazendo isso, fui pegando o feeling do negócio. A gente aprende muito na prática", destacou. A acreana compartilhou que costuma conversar com os contratantes para entender o clima da festa e, assim, poder preparar um set personalizado. “Não é só chegar e colocar qualquer música. Dependendo do que você faz, você muda completamente o evento de alguém”, explica. Atualmente, Aldine diz que é uma DJ versátil, capaz de tocar diferentes estilos musicais e que está sempre se adaptando ao perfil de cada evento para o qual é contratada. "Para mim não tem tempo ruim. Eu toco desde brega até metal pesado. Ser DJ não é só dar play em uma música, você está ali para mudar a noite de alguém, a festa de alguém", defendeu. Aldine Montenegro conta sobre desafios da profissão de DJ Arquivo pessoal Conciliação entre os dois mundos Aldine possui uma agenda de apresentações que precisa conciliar com a sala de aula. “Normalmente eu só faço tocadas sexta ou sábado. Durante a semana fica complicado porque no outro dia eu preciso estar em sala de aula”, detalhou. A paixão pela música, inclusive, também já começa a atravessar as próximas gerações de sua família. “Meu filho já está no caminho da música também, ele é baterista”, contou. Para a acreana, trabalhar com música é mais do que uma profissão: é uma forma de viver e compartilhar momentos especiais com outras pessoas. “Eu amo música. Acordo ouvindo música e vou dormir ouvindo música. É muito prazeroso fazer parte de momentos especiais das pessoas e receber o carinho delas”, concluiu. DJ Aldine faz sets musicais conforme o perfil do evento em que é contratada em Rio Branco Arquivo pessoal Reveja os telejornais do Acre