Professor na Venezuela passa por 2º terremoto na vida: 'As pessoas estão preocupadas e a cidade vazia'

Professor vive segundo maior terremoto na Venezuela desde 2018 O professor e escritor venezuelano Rafael Victorino Muñoz, de 52 anos, que vive no centro de Val...

Professor na Venezuela passa por 2º terremoto na vida: 'As pessoas estão preocupadas e a cidade vazia'
Professor na Venezuela passa por 2º terremoto na vida: 'As pessoas estão preocupadas e a cidade vazia' (Foto: Reprodução)

Professor vive segundo maior terremoto na Venezuela desde 2018 O professor e escritor venezuelano Rafael Victorino Muñoz, de 52 anos, que vive no centro de Valência, na Venezuela, afirmou que o terremoto registrado na noite desta terça-feira (24) foi o mais forte e duradouro que sentiu em toda vida. A região que ele mora fica a cerca de duas horas de carro da capital Caracas. 🔍 A Venezuela foi atingida por dois terremotos na noite de quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença, provocaram desabamentos, 188 mortes e 971 feridos e foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. Rafael assistia ao jogo do Brasil contra a Escócia na Copa do Mundo quando sentiu os tremores. Ele contou que o abalo começou com um "ruído vindo da terra". Houve o movimento das janelas e teve ainda a sensação de que a casa inteira estava se mexendo. "Houve o temor de não saber o que fazer: se correr para a rua ou ficar abrigado por um momento. Essa foi a primeira sensação. Calculei que tinha durado cerca de um minuto. Me pareceu um minuto muito longo. Depois, soube que foram dois eventos sísmicos quase simultâneos, com uma diferença de cerca de 40 segundos, por isso a sensação de que tinha durado tanto", disse. Segundo ele, o primeiro impacto foi de medo e incerteza sobre o que fazer: se corria para a rua ou permanecia abrigado em casa. "Em 2018, lembro que foi na madrugada, às 4 horas. O de ontem foi mais forte e o segundo na minha vida. Antes, só havia sentido tremores leves", lembrou. Valencia é uma cidade no estado Carabobo. Quando passou o susto, Rafael foi até a rua e viu uma casa com a parece rachada. Nesta quinta-feira (25), a cidade amanheceu sem ninguém nas ruas. "As pessoas estão preocupadas e a cidade vazia". "Todas as atividades em escolas e também em órgãos públicos foram suspensas, por isso quase não há ninguém na rua. Tudo está muito tranquilo, mas muito vazio". LEIA MAIS: Brasileiro relata susto com terremoto na Venezuela: 'muita gente desesperada na rua' Migrantes em Roraima relatam preocupação com famílias após terremotos na Venezuela Os piores terremotos ocorridos na Venezuela desde 1900 Gato em pânico O professor afirma que só percebeu a dimensão do terremoto ao observar a reação do próprio gato. Segundo ele, o animal correu pela casa em busca de abrigo, sem conseguir encontrar onde se esconder. "Quando vi o medo no rosto dele, também fiquei bastante assustado", contou. Durante o tremor, ele também disse que ouviu houve gritos de pessoas assustadas. A comunicação também foi impactada. "Tivemos dificuldades de comunicação devido a quedas de energia e congestionamento nas linhas telefônicas. Em algumas regiões, a falta de energia durou horas", contou. Rafael não conseguiu terminar de ver o jogo do Brasil. O terremoto de magnitude 7,5 desta terça-feira foi o segundo mais forte registrado na Venezuela desde 1900, quando, naquele ano, ocorreu um abalo de magnitude 7,7. Conhecido como terremoto de San Narciso, o evento causou 21 mortes, deixou mais de 50 feridos e causou destruição em Caracas e outras cidades do país. Professor e escritor venezuelano Rafael Victorino Muñoz, de 52 anos, mora no estado de Carabobo Rafael Victorino Muñoz/Arquivo pessoal Professor fotografou casa com parte da estrutura destruída após os terremotos Rafael Victorino Muñoz/Arquivo pessoal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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