Polícia ouve novos depoimentos sobre o caso do espancamento e morte de Cláudio Rafael
Polícia identifica mais 3 envolvidos com linchamento que terminou em morte em Copacabana A 12ª DP (Copacabana) pretende ouvir, nesta terça-feira (25), novos ...
Polícia identifica mais 3 envolvidos com linchamento que terminou em morte em Copacabana A 12ª DP (Copacabana) pretende ouvir, nesta terça-feira (25), novos depoimentos no inquérito que investiga o espancamento e a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos. Serão ouvidos três comerciantes que contrataram o serviço de segurança clandestino prestado por Davi e Jorge Luiz Ricardo Dias, além de dois dos três novos suspeitos de envolvimento nas agressões identificados pela polícia nesta segunda-feira (24). Entre os novos depoentes estão um homem que aparece nas imagens acompanhando as agressões e uma funcionária de um bar que entregou o porrete usado por Davi para agredir Rafael. Também foi identificado o chefe da segurança que contratou Davi e Jorge, que deverá prestar depoimento posteriormente. Segundo as investigações, oito pessoas participaram direta ou indiretamente do linchamento - Quatro já foram presas. O responsável pela contratação dos vigias também foi identificado e será ouvido pelos investigadores. Vídeo mostra quinto envolvido em morte de ciclista em Copacabana dando chutes na vítima Ainda não foi identificado um homem que, em imagens analisadas pela polícia, aparece dando um chute na vítima, que tinha 37 anos e morreu no dia seguinte por hemorragia e traumatismo. Ele pode responder por homicídio triplamente qualificado. Essa é mais uma etapa da investigação, que já prendeu quatro homens: dois entregadores e dois seguranças. Um dos seguranças não teria agredido a vítima. O outro segurança é Davi dos Santos Machado, que horas depois do crime retornou ao local para conferir câmeras. Segurança preso por espancar e matar homem em Copacabana filmou local horas após o crime Ele gravou um vídeo na rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Nas imagens, que estão sendo analisadas pela 12ª DP (Copacabana), Davi Santos Machado tenta tranquilizar alguém, afirmando que as câmeras não filmaram a sessão de espancamento que terminou com a morte da vítima. "Foi aqui. Ó, câmera, não tem câmera aqui, para tu ver, não tem câmera. Tá virada para lá. Foi aqui", diz um ofegante Davi Santos Machado. Vídeo mostra quinto envolvido em morte de ciclista em Copacabana dando chutes na vítima Reprodução/TV Globo Nesta semana, a polícia quer ouvir quem contratou o segurança que espancou a vítima. A pessoa que deu o pedaço de madeira para Davi também será ouvida. A 12ª DP também tenta encontrar um homem que não ofereceu socorro a Rafael durante as agressões. “Todas as pessoas que presenciaram essa cena, a gente vai identificá-los, a gente pretende ouvi-las, até porque elas podem responder por omissão de socorro. Elas presenciaram e nada fizeram", afirmou o delegado titular, Ângelo Lages. Segurança mentiu e depois confessou crime O segurança preso pelo crime deu dois depoimentos à Polícia Civil. No primeiro, ele diz que apenas deu um soco em Rafael, mas que os responsáveis pelo espancamento da vítima foram os entregadores de Ifood. Já no segundo, Davi Santos Machado confessou o crime e disse que as pauladas foram um "ato insano". Ele afirmou não saber explicar o que o levou a agir daquela forma. No depoimento, ele diz que ligou para o chefe da segurança, identificado como Aluísio, informando o que estava acontecendo e solicitando orientação. Davi afirma que recebeu a orientação de fotografar a bicicleta. Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Davi também declarou que não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada. Ainda segundo o depoimento, Rafael não ofereceu resistência e obedeceu às ordens dos homens. Davi afirmou que não ouviu a vítima pedir socorro. Davi Santos Machado é preso Divulgação 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça LEIA TAMBÉM: Casos de "justiça com as próprias mãos" aumentam 25%; seguranças são flagrados em Copacabana Justiça mantém prisão de seguranças Polícia busca identificar 5º agressor e pessoas que viram vítima agonizar sem prestar socorro Segurança usou bicicleta da vítima dias depois do crime Segurança preso pelo espancamento de Cláudio Rafael chegou à DP para depor pedalando bicicleta da vítima Reprodução Dias depois do caso, Davi chegou à 12ª DP, na rua Hilário de Gouvêa, com a bicicleta de Rafael para prestar depoimento na segunda-feira (17). O veículo tinha sido levado na noite do crime por outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, como mostram imagens analisadas pela polícia e obtidas pela TV Globo. Eles disseram pensar que estavam recuperando uma bicicleta roubada – o que se mostrou ter sido um engano. Segundo depoimentos, Rafael chegou a uma loja em Copacabana por volta das 23h20 do dia 11 de agosto para pedir um cigarro. Como não tinha dinheiro, não recebeu o produto. Minutos depois, o segurança Davi chegou e perguntou sobre a bicicleta que estava ao lado de Rafael, que respondeu apenas que "não" – pelo fato de a bicicleta pertencer à sua irmã. Segunda a família, Rafael tem problemas cognitivos que afetam sua comunicação. Cláudio Rafael Landeiro no vídeo gravado pelos próprios agressores Reprodução