Polícia Civil indicia suspeito de assassinar agricultor após briga por terras em Caracaraí

Dione Tavares Cardoso, conhecido como "Nikita", foi encontrado morto em 31 de maio de 2026. Reprodução Um jovem de 23 anos foi indiciado por suspeita de assas...

Polícia Civil indicia suspeito de assassinar agricultor após briga por terras em Caracaraí
Polícia Civil indicia suspeito de assassinar agricultor após briga por terras em Caracaraí (Foto: Reprodução)

Dione Tavares Cardoso, conhecido como "Nikita", foi encontrado morto em 31 de maio de 2026. Reprodução Um jovem de 23 anos foi indiciado por suspeita de assassinar o agricultor Dione Tavares Cardoso, conhecido como "Nikita", na zona rural de Caracaraí, ao Sul de Roraima. O crime ocorreu no dia 31 de maio, no Projeto de Assentamento Arco-Íris. O nome do suspeito não foi divulgado. Segundo a investigação, uma disputa por terras e ameaças ocorridas semanas antes do homicídio motivaram o crime. O suspeito não foi preso em flagrante e está em liberdade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Moradores encontraram o corpo do agricultor nos fundos da casa onde ele morava, na no quilômetro 17 da Vicinal 2. O local do crime apresentava sinais de "extrema violência" antes da execução, de acordo com o delegado titular de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa. “A residência estava completamente revirada, havia muito sangue espalhado pelo piso e o aparelho celular da vítima foi encontrado destruído dentro da casa. Os indícios apontavam para uma intensa luta corporal antes da execução”, relatou. Suspeito mentiu em depoimento A investigação reconstruiu os últimos momentos de Dione Tavares. Na noite anterior ao crime, o agricultor bebia em casa com o investigado e mais duas pessoas. O suspeito continuou no local durante a madrugada, período estimado para a morte. Em interrogatório na última quarta-feira (10), o jovem alegou que saiu no início da noite, mas depoimentos de testemunhas atestaram que ele ficou sozinho com a vítima na madrugada do crime. Familiares do investigado também relataram à Polícia Civil que o jovem admitiu o assassinato em conversas logo após o ocorrido. Além disso, as buscas apontaram que o suspeito fugiu da região logo depois do crime e não foi localizado no endereço onde costumava ficar. “Reconstruímos toda a cronologia dos fatos, confrontamos depoimentos, analisamos as inconsistências apresentadas pelo investigado e reunimos testemunhos importantes que permitiram esclarecer a autoria do crime", finalizou o delegado. A polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto de Medicina Legal (IML), além da realização de três depoimentos complementares para enviar o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público (MP) de Roraima. Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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