Polícia Civil indicia militar parado em blitz no DF com arma de Jair Bolsonaro
Arma de Bolsonaro apreendida com militar foi inutilizada com aval de Michelle, aponta investigação A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta quarta...
Arma de Bolsonaro apreendida com militar foi inutilizada com aval de Michelle, aponta investigação A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta quarta-feira (1°), o militar do Exército parado em uma blitz com a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente. Segundo a corporação, Estácio portava a arma sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais. "O entendimento jurisprudencial é no sentido de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro, caracterizando o delito quando a conduta ocorre em desacordo com determinação legal", diz a polícia. Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser um sargento do Exército. A reportagem tenta contato com a defesa do militar. 🔎 Quando a Polícia Civil indicia alguém, significa que a investigação foi concluída e que foi formalizada a suspeita de que essa pessoa é autora ou participante de um crime. O inquérito policial é encaminhado para o Ministério Público, que deve avaliar se levará o caso para a Justiça. LEIA TAMBÉM: Arma apreendida com militar foi inutilizada com aval de Michelle, aponta investigação Defesa nega 'falta grave' e pede a Moraes prorrogação de prisão domiciliar Depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro EPA via BBC A Polícia Civil ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o caso, na tarde de 23 de junho. No depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro disse que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado". ➡️ Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de seu estado de saúde. ➡️ O ministro Alexandre de Moraes ainda avalia o impacto do caso da arma apreendida. Moraes deve decidir nesta semana se mantém a prisão domiciliar. Arma inutilizada Conforme divulgado no blog da Julia Duailibi, a arma foi inutilizada temporariamente por decisão da equipe de segurança, com o aval de Michelle Bolsonaro. As informações são baseadas em relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação e ao depoimento prestado pelo militar que atua na segurança do ex-presidente e que estava com o armamento. Segundo pessoas próximas à investigação, ele afirmou que transportava a arma após um pedido do ex-presidente para que o armamento fosse consertado. A arma estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo. Também segundo pessoas que tiveram acesso ao depoimento, o militar afirmou que ele próprio recolocou o percussor após realizar o conserto da arma, mas que só devolveria o armamento mediante autorização de Michelle Bolsonaro. Como ela não estava presente naquele momento, ele decidiu levar a arma para casa, onde faria a manutenção antes de entregá-la ao ex-presidente. Ainda de acordo com esses relatos, a retirada do percussor ocorreu no período em que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda. Na época, Bolsonaro alegou alucinação e "certa paranoia" possivelmente provocadas pelo uso de remédios. Na ocasião, a equipe de segurança decidiu reforçar os cuidados com a integridade física do ex-presidente. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.