PM acusado de matar esposa na frente dos filhos vai a júri popular em Cuiabá

PM Ricker Maximiano de Moraes, de 35 anos, suspeito de matar a esposa, em Cuiabá. Reprodução A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribun...

PM acusado de matar esposa na frente dos filhos vai a júri popular em Cuiabá
PM acusado de matar esposa na frente dos filhos vai a júri popular em Cuiabá (Foto: Reprodução)

PM Ricker Maximiano de Moraes, de 35 anos, suspeito de matar a esposa, em Cuiabá. Reprodução A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, Gabrieli Daniel Sousa de Moraes, de 31 anos, a tiros dentro de casa, em maio de 2025, no bairro Praeiro, em Cuiabá. A decisão aponta que há provas do crime e indícios de que o policial foi o responsável. Segundo o MPMT, o crime aconteceu em 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, na casa do casal, no bairro Praeiro, em Cuiabá. Ricker teria atirado contra Gabrieli, e a perícia confirmou que os projéteis foram disparados pela pistola usada pelo policial. Durante o processo, testemunhas disseram que Ricker saiu da casa depois dos disparos e levou os filhos para a residência dos avós paternos. Em depoimento à Justiça, ele admitiu ter atirado contra a esposa, mas afirmou que passava por problemas emocionais e psiquiátricos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 A defesa pediu que ele fosse absolvido sem passar pelo júri, alegando que ele não tinha condições de entender o que estava fazendo por causa de uma doença mental. Um exame psiquiátrico, porém, apontou um transtorno psicótico e concluiu que ele ainda tinha parte da capacidade de entender seus atos. Por isso, foi considerado semi-imputável. Com a decisão, o caso será analisado pelos jurados. A Justiça manteve as acusações de feminicídio, cometido em um contexto de violência doméstica, além das circunstâncias de que Gabrieli era mãe de crianças, que os filhos teriam presenciado o crime e que ela teria tido dificuldade para se defender. A prisão preventiva de Ricker também foi mantida. Ele está preso desde pouco depois do crime. Agora, o processo segue para a preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri de Cuiabá.

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