Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado que seriam descartados

Projeto no Amapá gera alternativas sustentáveis para uso de resíduos de peixe e camarão Um projeto da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) ensina estudan...

Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado que seriam descartados
Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado que seriam descartados (Foto: Reprodução)

Projeto no Amapá gera alternativas sustentáveis para uso de resíduos de peixe e camarão Um projeto da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) ensina estudantes a reaproveitarem integralmente as sobras e resíduos de peixes e crustáceos que seriam descartados. A iniciativa é desenvolvida no Laboratório de Biologia Pesqueira e Beneficiamento da instituição O projeto conta com maquinário específico para transformar o descarte em soluções sustentáveis e gerar novas alternativas de consumo regional, gerando renda para as comunidades ribeirinhas ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp De acordo com a coordenadora do projeto, Daniele Hoshino, a pesquisa acadêmica nasceu justamente para enfrentar o grande volume de descarte gerado todos os dias pelo setor pesqueiro. "A ideia do projeto surgiu devido a um problema, que é a quantidade de resíduo de pescado gerado diariamente. [...] Se ele for tratado de forma correta, pode servir tanto para a alimentação humana como para a alimentação animal", explicou Daniele. A atuação ganha destaque com a celebração do Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador nesta quarta-feira (8), reforçando a presença feminina na pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de tecnologias sociais voltadas para a realidade das populações locais na Amazônia. Coordenadora do projeto, Daniele Hoshino. Albenir Sousa/Rede Amazônica Impacto nas comunidades ribeirinhas A demanda pelo estudo partiu de uma necessidade da própria comunidade local. Um dos principais focos da pesquisa é o reaproveitamento dos resíduos do camarão, gerados em grande escala em áreas ribeirinhas do Amapá, como no arquipélago do Bailique, distrito de Macapá. A coordenação afirma que as metodologias são planejadas para serem baratas e de fácil aplicação por esse público. Entre os resultados práticos, as pesquisas já resultaram na criação de itens voltados para a culinária, usando o crustáceo de forma 100% integral. "Nós já elaboramos diversos produtos [...]. Conseguimos aproveitar integralmente o camarão. Nós geramos farinha de camarão, que pode ser utilizada para saborizar os alimentos, geramos também um petisco com base no resíduo", destacou a coordenadora. Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado para gerar renda a ribeirinhos . Albenir Sousa/Rede Amazônica LEIA MAIS: Histórico recente de mortes em presídio do Amapá: veja o que se sabe e o que falta esclarecer Suspeito de feminicídio em Oiapoque já tinha histórico de agressões contra mulheres, diz polícia VÍDEO: ônibus pega fogo em estrada de acesso a Laranjal do Jari, no Amapá Da estufa para o mercado Integrante da pesquisa há um ano, a bolsista de iniciação científica Eloísa Freire desenvolveu uma farinha de saborização e detalhou as etapas de produção realizadas no laboratório da universidade. "Nós fizemos primeiramente a secagem a 60 graus em estufa durante aproximadamente 48 horas, depois passou para o processo de trituração, então a gente triturou esse resíduo seco por bastante tempo para que ele ficasse bem fino. Depois adicionamos também outras especiarias como páprica, cheiro-verde, cebola, todos secos também, para que a gente ao final tivesse um produto bem desenvolvido", explicou a estudante. Bolsista de iniciação científica Eloísa Freire. Albenir Sousa/Rede Amazônica Além do impacto ambiental e social nas comunidades isoladas, a iniciativa cumpre o papel de integrar o aprendizado de sala de aula com o mercado consumidor. O trabalho busca unir o conhecimento prático aos pilares básicos da formação acadêmica: ensino, pesquisa e extensão. "Enquanto universidade, a gente se preocupa muito em trabalhar nos três eixos [...]. No ensino, fazemos a aplicação das disciplinas; na pesquisa, pensamos na aplicação de novas tecnologias; e na extensão, buscamos levar as nossas tecnologias sociais além dos muros da universidade", concluiu Eloísa. Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado para gerar renda a ribeirinhos. Albenir Sousa/Rede Amazônica Pesquisa da Ueap cria petiscos e farinhas a partir de restos de pescado para gerar renda a ribeirinhos . Albenir Sousa/Rede Amazônica VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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