Pais de alunos atípicos relatam insegurança após fim de contratos de cuidadores especializados em escolas de Tatuí

Pais cobram solução para falta de profissionais de apoio escolar em Tatuí Os alunos da rede municipal de ensino de Tatuí (SP) que possuem deficiência ou ne...

Pais de alunos atípicos relatam insegurança após fim de contratos de cuidadores especializados em escolas de Tatuí
Pais de alunos atípicos relatam insegurança após fim de contratos de cuidadores especializados em escolas de Tatuí (Foto: Reprodução)

Pais cobram solução para falta de profissionais de apoio escolar em Tatuí Os alunos da rede municipal de ensino de Tatuí (SP) que possuem deficiência ou necessidades específicas de acompanhamento, como estudantes no Transtorno do Espectro Autista (TEA), estão sem cuidadores especializados desde de julho. A situação acontece devido ao encerramento do contrato dos profissionais que atuavam nas escolas. A prefeitura chegou a abrir uma licitação para contratar novos profissionais, porém, empresas interessadas questionaram as regras do edital. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Após o questionamento das empresas, o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e, posteriormente, cancelado pela Prefeitura de Tatuí, que decidiu organizar uma nova licitação. Após o questionamento das empresas, o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e, posteriormente, cancelado pela Prefeitura de Tatuí Prefeitura de Tatuí/Divulgação Sem os cuidadores especializados, a situação tem gerado insegurança nos pais dos alunos atípicos. Entre eles, está Cássia Nogueira, mãe de um aluno matriculado na rede municipal na cidade. Segundo ela, o filho é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não tem frequentado às aulas. "Esperava que o trabalho tivesse uma continuidade e que o retorno fosse juntamente com as outras crianças, mas não vem acontecendo. Os neurodivergentes, cadeirantes e atípicos que precisam do profissional de apoio estão à deriva. Não temos uma previsão de quando será o retorno e a preocupação de que um trabalho que vinha gerando frutos seja rompido", lamenta. À TV TEM, Cássia comenta que chegou a entrar em contato com a prefeitura. Ela alega que, como resposta, foi dito que ela poderia levar o filho à unidade e ficar com ele durante todo o período de aulas, alternativa considerada inviável devido à rotina de trabalho da mãe. "A escola me mandou uma mensagem dizendo que não tinha previsão de retorno dos profissionais e que, se eu quisesse mandá-lo à escola, eu poderia ficar com ele. Mas isso não é nem um pouco possível no momento", comenta. Cássia tem um filho diagnosticado com TEA Reprodução/TV TEM A secretária de Educação de Tatuí, Rosângela Fernandes Silva, afirma que os professores de atendimento educacional estão à disposição enquanto os auxiliares especializados não estiverem disponíveis. "Existem casos em que os alunos têm a autonomia e conseguem ficar na sala com o professor. Alguns outros, nós temos os professores de atendimento educacional especializado, que estão nos ajudando com esse suporte. Os pais que quiserem acompanhar os filhos neste período estão autorizados", afirma. Além disso, Rosângela descreve que, além dos professores que estão dando suporte, a rede municipal conta com a ajuda de estagiários e monitores de creches. A secretária reforça que fez um levantamento de todos os documentos necessários para a contratação de novos auxiliares, prometendo regularizar a situação até a próxima semana. "Nós já fizemos o levantamento pela secretaria e, neste momento, ele já está com o pessoal do jurídico responsável pela licitação. Estamos vendo uma ação que vai acompanhar neste momento emergencial e, novamente, uma licitação para a contratação", afirma. Secretária afirma que pais podem frequentar a unidade durante o período Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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