Outubro Rosa Pet: saiba sinais, prevenção e tratamento do câncer de mama em cães e gatos

Câncer de mama também afeta cães e gatos e pode ser fatal Assim como os humanos, cães e gatos também desenvolvem câncer de mama. A doença é mais comum e...

Outubro Rosa Pet: saiba sinais, prevenção e tratamento do câncer de mama em cães e gatos
Outubro Rosa Pet: saiba sinais, prevenção e tratamento do câncer de mama em cães e gatos (Foto: Reprodução)

Câncer de mama também afeta cães e gatos e pode ser fatal Assim como os humanos, cães e gatos também desenvolvem câncer de mama. A doença é mais comum entre as fêmeas das espécies, mas os machos não estão livres do risco, embora os casos sejam raros. Ao g1, a médica veterinária Viviane de Almeida, que atende em Sorocaba (SP), disse que embora não exista uma idade mínima para o surgimento da doença, o risco aumenta conforme o animal envelhece. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "Em cadelas, os tumores mamários são mais frequentes em animais de meia-idade e idosos, geralmente a partir dos 7, 8 anos. Nas gatas, a ocorrência também aumenta com a idade, sendo comum em animais mais velhos. Um detalhe importante: os tumores mamários felinos apresentam uma proporção muito maior de malignidade do que os caninos", explica a veterinária. Como apontou a veterinária, a principal diferença é o comportamento da doença entre as espécies: enquanto nos cães há uma variedade maior de tumores, nos gatos entre 80% e 90% dos tumores mamários são malignos, predominantemente carcinomas. "'Câncer de mama'" é um termo geral. Existem diferentes tipos de tumores mamários, que podem ser benignos ou malignos. Um nódulo pequeno e aparentemente inofensivo também precisa ser investigado”, pontua. Como identificar? O principal sinal de alerta é o aparecimento de um ou mais nódulos na cadeia mamária do animal. Eles podem ser percebidos durante um carinho ou ao passar a mão na região. Os responsáveis devem ficar atentos a: nódulos ou áreas endurecidas nas mamas; aumento de volume ou mudança no formato da mama; nódulos que crescem; vermelhidão ou alterações na pele; feridas ou ulcerações; secreção ou sangramento pelo mamilo; dor ou sensibilidade na região; aumento dos linfonodos, especialmente em casos mais avançados. "Por isso, não é possível determinar apenas pelo tamanho ou pela aparência do nódulo se ele é benigno ou maligno. O diagnóstico definitivo depende da avaliação histopatológica", ressalta Viviane. Viviane de Almeida, médica veterinária de Sorocaba (SP), fala sobre o câncer de mama em cães e gatos Arquivo Pessoal Quais exames podem ser feitos? Ainda não existe um exame de sangue capaz de indicar, de forma geral, que um animal não tem câncer de mama. Por isso, a prevenção começa com a observação frequente e com avaliações periódicas das cadeias mamárias por um veterinário. LEIA TAMBÉM: Doença de pele: saiba como identificar os primeiros sinais em cães e gatos Aves entre as mais barulhentas do mundo chamam a atenção em parque no interior de SP Outubro Rosa: unidades de saúde na região de Itapetininga têm mutirão de Papanicolau e ações de prevenção Quando uma "bolinha" é identificada, o profissional pode solicitar exames para investigar a lesão. Entre eles estão a citologia por punção aspirativa, exames de sangue para avaliação pré-operatória, radiografias do tórax para investigar possíveis metástases pulmonares e, dependendo do caso, ultrassonografia abdominal. "A histopatologia do tumor é considerada fundamental para confirmar o diagnóstico e fornecer informações importantes sobre o prognóstico", compartilha a especialista. Ultrassom pode ajudar a identificar mais características dos tumores Larissa Pandori/g1 Cirurgia é sempre necessária? Diagnóstico fechado, é momento de partir para o tratamento, que depende de diversos fatores, como o tipo de tumor, tamanho, localização, quantidade de mamas envolvidas, presença ou não de metástases e as condições gerais de saúde do animal. "Quando o tumor é operável e não há contraindicação, a cirurgia geralmente é o principal tratamento, especialmente quando realizada antes de uma disseminação importante da doença. Mas não existe uma cirurgia única para todos os casos. O planejamento é individualizado", explica a médica. A extensão da cirurgia também varia de acordo com cada caso. Pode ser retirada apenas a formação, uma ou mais glândulas mamárias ou uma cadeia mamária inteira. Em algumas situações, também é necessária a remoção de linfonodos próximos. "Depois da cirurgia, o material deve ser encaminhado para histopatologia. O resultado pode indicar a necessidade de tratamentos complementares, como quimioterapia, principalmente quando há características de maior agressividade ou risco de metástase", cita. Castrar antes do primeiro cio causa câncer? Um dos mitos relacionados à castração de fêmeas é a ideia de que o procedimento aumentaria o risco de câncer de mama ou de útero. No entanto, segundo a veterinária, a castração precoce pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de tumores mamários em cadelas. "O efeito protetor é maior quando a castração é realizada antes do primeiro cio e vai diminuindo conforme o número de ciclos estrais aumenta." A especialista ressalta, porém, que atualmente a decisão sobre o melhor momento para castrar deve ser individualizada, levando em conta fatores como raça, porte, idade, estilo de vida e outros possíveis benefícios e riscos do procedimento. A castração traz benefícios à saúde da fêmea, como a erradicação do risco de infecção do útero, além de prevenir a gravidez. Anticoncepcionais para cadelas e gatas podem falhar e causar doenças graves. Prefeitura de Sorocaba/Divulgação E as injeções anticoncepcionais? Já as chamadas injeções anticoncepcionais à base de hormônios para pets podem sim aumentar o risco de problemas mamários, dependendo do hormônio utilizado, da dose e da frequência. De acordo com Viviane, os progestágenos podem favorecer alterações no tecido mamário e estão associados a um risco maior de tumores mamários. Eles também podem contribuir para outras doenças do sistema reprodutivo, como hiperplasia endometrial cística e piometra. "Por isso, esse tipo de medicamento não é considerado uma alternativa segura à castração para o controle reprodutivo de cães e gatos". Quais fatores aumentam o risco? A exposição hormonal ao longo da vida é um dos principais fatores relacionados aos tumores mamários, mas não é o único. A veterinária cita que também podem contribuir: idade; histórico reprodutivo; exposição a hormônios; uso de anticoncepcionais hormonais; predisposição genética; obesidade, especialmente em determinados períodos da vida; características individuais relacionadas à raça. "E existe uma questão importante: nem todo tumor mamário pode ser prevenido. Mesmo animais castrados podem desenvolver a doença, embora o risco possa ser muito menor quando a castração é realizada adequadamente", ressalta a médica. Câncer de mama pode matar cães e gatos? Não existe uma única taxa de letalidade que possa ser aplicada a todos os animais diagnosticados com tumor mamário, conforme a veterinária. "O prognóstico depende principalmente de ser benigno ou maligno, tipo histológico, tamanho do tumor, grau de agressividade e presença ou ausência de metástases." Nos gatos, o prognóstico, ou seja, a forma como a doença vai evoluir no futuro, tende a ser mais difícil de determinar porque a maioria dos tumores mamários é maligna e apresenta maior potencial de disseminação. Já entre as cadelas, há uma grande variação de tumores. Alguns apresentam comportamento relativamente favorável, enquanto outros podem ser bastante agressivos. "Quanto mais cedo o tumor for identificado e tratado, maiores são as chances de controle da doença", destaca Viviane Câncer de mama também afeta cães e gatos e pode ser fatal Clara Abrami O que fazer ao encontrar um nódulo? A orientação da veterinária é que os responsáveis examinem regularmente as mamas dos animais e procurem atendimento profissional ao perceber qualquer alteração. Assim como para os humanos, a melhor prevenção é simples e de fácil acesso: examinar regularmente as mamas do animal e procurar o veterinário ao perceber qualquer nódulo, mesmo pequeno. Não é necessário esperar o nódulo crescer, ulcerar ou causar dor. "Não aperte, massageei ou tente 'estourar' o nódulo em casa. O ideal é fazer uma avaliação veterinária e definir rapidamente a melhor investigação e conduta", finaliza a médica. 🐶 'Muita vontade de viver' Há quatro anos, a cadela Mary recebeu o diagnóstico de câncer de mama, quando estava com 13 anos. O tutor, Alan Porto Bernardo, morador de Sorocaba (SP) contou ao g1 que levou a pet até o veterinário após notar um pequeno nódulo em uma das mamas. “É silencioso. O único sintoma que tem é ser uma ‘bolinha’ na mama. O nódulo apareceu e, depois dos exames, vi que era câncer de mama mesmo”, relembrou. A cadela Mary foi diagnostica com câncer de mama aos 13 anos Alan Porto Bernardo/Arquivo pessoal Logo na primeira consulta, a veterinária responsável pelo caso constatou que a cadela já apresentava metástases em outros órgãos. Diante do quadro, o tutor optou por não seguir com a quimioterapia e manter apenas o tratamento cirúrgico para a retirada dos tumores. Desde o diagnóstico, Mary passou por diferentes procedimentos. Na primeira cirurgia, foram retiradas duas mamas. Depois, ela também precisou passar pela remoção de tumores nas patas e na região íntima. “Eu procuro me inspirar na força dela. Ela passou brilhantemente por todo o processo. É uma inspiração, ela tem muita vontade de viver”, comentou Alan. Mary recebeu o diagnóstico de câncer de mama após o tutor notar um nódulo da mama dela Alan Porto Bernardo/Arquivo pessoal Ao g1, Alan contou que acredita que a falta de castração pode ter contribuído para o desenvolvimento do câncer de mama em Mary. “Eu tinha dó de operar e aí desenvolveu o câncer. Ela é uma fortaleza, não tem explicação. Eu sou um cara confiante e tenho fé. Fiquei preocupado, mas na certeza que tudo daria certo." Antes do diagnóstico da cadela, o tutor disse que conhecia pouco sobre a doença. “Muito pouco. Eu não tinha noção. Agora, tento orientar todo mundo da forma que posso”, contou. No procedimento mais recente, para a retirada de um tumor nas patas, Mary levou 32 pontos. Ao vê-la logo após a cirurgia, Alan ficou assustado com o estado da cadela, mas ela se recuperou gradualmente e chegou a ser elogiada pela veterinária. “A Mary não parece que tem essa idade. Ela é uma cadela normal, brinca, come e sobe escada. Ela é diferenciada, é muito forte”, concluiu. o tutor de Mary. Ao g1, o tutor disse que se inspira na força e na vontade de viver do seu pet Alan Porto Bernardo/Arquivo pessoal *Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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