Operação investiga desvios em R$ 18 milhões destinados a hospital de MS; 3 são presos

MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumpre três mandados de prisão preventiva e 25 de bus...

Operação investiga desvios em R$ 18 milhões destinados a hospital de MS; 3 são presos
Operação investiga desvios em R$ 18 milhões destinados a hospital de MS; 3 são presos (Foto: Reprodução)

MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumpre três mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão nesta quarta-feira (7), em uma operação que investiga o desvio de dinheiro público destinado ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia (MS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo o MP, o esquema atingiu recursos destinados à compra de equipamentos e materiais para o hospital, uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e obras de reforma. Os convênios envolvidos somam mais de R$ 18 milhões. O valor de R$ 18 milhões não corresponde, necessariamente, ao total que teria sido desviado. É a soma dos recursos dos convênios que, segundo a investigação, foram atingidos pelo esquema. Operação mira grupo suspeito de desviar mais de R$ 5 milhões de dinheiro público de hospital em MS Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Em Sidrolândia, equipes estiveram no hospital, em casas e empresas nesta manhã. A ação é a segunda fase da Operação Dirty Pix e envolve a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Equipes cumprem mandados no hospital e casa de investigados Sidrolândia em Foco Como funcionava o esquema Segundo o MP, eram elaborados planos de trabalho com informações falsas e valores superfaturados, ou seja, acima do que os bens e serviços deveriam custar. A investigação também aponta que as contratações eram direcionadas a empresas previamente alinhadas ao grupo investigado. Depois que o dinheiro público entrava nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte dos valores era desviada do que estava previsto nos convênios. O dinheiro passava, então, por uma sequência de transferências. Segundo o Ministério Público, foram identificados repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas usadas na movimentação dos recursos. O MP afirma ainda que as provas reunidas durante a investigação apontam que o grupo usou poder financeiro para tentar atrapalhar as apurações. Por que Dirty Pix? O nome Dirty Pix significa “pix sujo”. Segundo o Ministério Público, a expressão faz referência às transferências financeiras que teriam sido usadas para movimentar o dinheiro do esquema investigado. A operação desta quarta-feira é a segunda fase da investigação. Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul

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