Netinho marcou época no Carnatal e fez história com o bloco Bikoka
Morre o cantor de axé Netinho, aos 60 anos O cantor Netinho, que morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, construiu uma trajetória ligada à história das...
Morre o cantor de axé Netinho, aos 60 anos O cantor Netinho, que morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, construiu uma trajetória ligada à história das micaretas de Natal. O artista baiano marcou época no Carnatal ao longo dos mais de 30 anos do evento, principalmente com o bloco Bikoka, e fez parte da história recente do Axé Natal. Conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”, Netinho foi um dos nomes populares do axé music nos anos 1990. Com apresentações em trios elétricos, carnavais e micaretas, o cantor conquistou público em diferentes regiões do país. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), em um hospital de Salvador, na Bahia. Ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer do sistema linfático que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Cantor Netinho Washington Nery No Carnatal, Netinho participou das primeiras edições do evento, tanto em carreira solo, como ainda como vocalista da Banda Beijo. Após a morte do cantor, a diretoria do Axé Natal publicou uma homenagem ao artista e destacou a relação dele com o público potiguar. "Netinho fez parte da história do Axé Natal desde a primeira edição do evento, marcando gerações com seus grandes sucessos, sua energia contagiante e seu talento inconfundível", escreveu Alexandre Tawfic, representante da diretoria. "Sua presença no palco e sua conexão com o público ajudaram a eternizar momentos de alegria e celebração na história da festa", reforçou. Netinho cantou nas duas edições do Axé Natal, em 2025 e em 31 de janeiro de 2026, que marcou a A última apresentação do cantor na capital potiguar. “Netinho, obrigado por fazer parte da nossa história”, completou o diretor. Da Banda Beijo à carreira solo Batizado como Ernesto de Souza Andrade Júnior, Netinho nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ainda na infância, mudou-se com a família para Salvador, onde teve os primeiros contatos com a música. A projeção nacional começou no fim dos anos 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo. Em 1988, a música “Beijo na Boca” ganhou espaço nas rádios brasileiras e ajudou a levar o grupo para além da Bahia. Em 1993, Netinho iniciou a carreira solo com o álbum “Um Beijo pra Você”. O disco trouxe músicas como “Capricho dos Deuses”, “Total” e “Menina”. Carnatal 2016 - Netinho Jocaff Souza/G1 O maior sucesso da carreira veio com “Milla”, lançada em 1996. A canção se tornou um dos hits associados ao axé music e passou a integrar o repertório de carnavais e festas populares pelo país. Outras músicas conhecidas do artista incluem “A Vida É Festa” e “Preciso de Você”. Em 1990, ainda à frente da Banda Beijo, Netinho também participou de uma apresentação de trio elétrico na Itália durante a Copa do Mundo, em Turim. Relação com as micaretas de Natal Ao longo dos anos, Netinho participou do Carnatal, uma das principais micaretas do país, e construiu uma relação com o público potiguar. O cantor também esteve ligado ao bloco Bikoka, que marcou sua trajetória na festa. Além do Carnatal, o artista fez parte da história do Axé Natal desde a primeira edição, de acordo com a nota de pesar divulgada pela organização. Na homenagem, a diretoria destacou os sucessos do cantor, suas apresentações e a conexão com o público. Tratamento contra o câncer Netinho foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B em março de 2025. Durante o tratamento, passou por sessões de quimioterapia e chegou a apresentar melhora. No fim de setembro de 2026, a equipe anunciou que o cantor se afastaria temporariamente das redes sociais para se dedicar à recuperação. A doença evoluiu para complicações renais e disfunção múltipla de órgãos, segundo a assessoria do cantor. Netinho, um dos principais cantores do axé music, morre aos 60 anos Vídeos mais assistidos do g1 RN