MPF pede suspensão de licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento

Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1...

MPF pede suspensão de licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento
MPF pede suspensão de licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento (Foto: Reprodução)

Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a licença ambiental que permite à Petrobras perfurar o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O pedido foi feito nesta terça-feira (12) e ocorre após a Justiça Federal no Amapá ter mantido a autorização mesmo diante do vazamento de mais de 18 mil litros de fluido sintético registrado no início do ano. O g1 entrou em contato com a Petrobras, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Principais pontos do recurso Falhas técnicas: o MPF aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) e alerta para riscos não considerados, como o afundamento do óleo e impactos sobre os recifes de corais da Amazônia; Planos de emergência: segundo o órgão, há fragilidades nos protocolos de resposta a acidentes; Crise climática: o licenciamento teria ignorado a necessidade de avaliar emissões de gases de efeito estufa nas fases de exploração; Comunidades tradicionais: indígenas, quilombolas e outras populações não foram consultadas, em descumprimento à Convenção nº 169 da OIT. LEIA MAIS: Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento de fluido Petrobras confirma retomada de perfuração na costa do AP após vazamento de fluido Impactos ambientais e sociais O MPF sustenta que os estudos atuais são insuficientes para prever cenários reais de dispersão de óleo e que ecossistemas sensíveis podem ser atingidos. Além disso, alerta para os efeitos da logística da exploração — como tráfego de aeronaves e embarcações — sobre a pesca artesanal e o extrativismo de comunidades locais. O que pede o MPF Suspensão imediata da licença ambiental concedida à Petrobras; Nova modelagem hidrodinâmica e de dispersão de óleo, feita por entidade independente; Revisão do licenciamento com cálculo atualizado das emissões de gases de efeito estufa; Consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais; Indenização por danos morais coletivos, com valores revertidos diretamente às populações afetadas. Exploração de petróleo na Foz do Amazonas A exploração de petróleo na Foz do Amazonas é considerada estratégica pela Petrobras, mas enfrenta forte resistência de órgãos ambientais e entidades da sociedade civil. O tema ganhou repercussão nacional após o vazamento registrado em 2026, intensificando o debate sobre os riscos da atividade em uma região de alta biodiversidade e relevância sociocultural. Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na Margem Equatorial — faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval foi exclusivo para pesquisa exploratória, e a estatal iniciou a perfuração imediatamente após a autorização. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses, com os efeitos concretos da iniciativa só podendo ser avaliados após esse período. Enquanto ambientalistas criticam duramente a atividade, especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção energética do país. Recurso do MPF pede suspensão de licença de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento. Jornal Nacional/ Reprodução Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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