MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso após vídeo em que chuta oferenda e faz ofensas

MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigações nas áreas cível e criminal ...

MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso após vídeo em que chuta oferenda e faz ofensas
MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso após vídeo em que chuta oferenda e faz ofensas (Foto: Reprodução)

MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigações nas áreas cível e criminal para apurar a conduta do prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, conhecido como Aurélio Goiano (Avante), por suspeita de racismo religioso.O Ministério Público Federal (MPF) informou, nesta sexta-feira (31), que instaurou procedimentos nas áreas cível e criminal para investigar o prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, conhecido como Aurélio Goiano (Avante), por suspeita de racismo religioso. A investigação foi aberta após o prefeito publicar, na quarta-feira (29), um vídeo nas redes sociais em que aparece chutando uma oferenda deixada em uma via pública e fazendo declarações sobre religiões de matriz africana. O g1 solicitou posicionamento à Prefeitura de Parauapebas sobre a investigação instaurada pelo MPF e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Durante a gravação, o prefeito afirma: "Que toda obra de feitiçaria, de safadeza, de macumbaria, cai por terra em nome de Jesus". Segundo o MPF, as imagens mostram o prefeito espalhando alimentos e bebidas utilizados no ritual religioso. Para o órgão, a conduta pode violar o direito à liberdade de crença garantido pela Constituição e configurar discriminação por motivo de religião, hipótese prevista na Lei do Racismo. O Ministério Público também ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu que os elementos utilizados em rituais de religiões de matriz africana fazem parte dessas práticas religiosas e são protegidos pela legislação brasileira. Na decisão que determinou a abertura da investigação, o MPF afirma que agentes públicos têm capacidade de influenciar a sociedade e que declarações dessa natureza podem ampliar os efeitos da discriminação religiosa. O órgão também cita a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana. Histórico Esta não é a primeira vez que Aurélio Goiano faz declarações sobre religiões de matriz africana que provocam repercussão. Em junho deste ano, durante uma sessão em comemoração ao Dia Municipal do Evangélico, o prefeito afirmou que seguidores dessas religiões seriam recebidos na prefeitura por um pastor, que lhes diria: "Jesus salva, Jesus cura e se liga para você não ir para o inferno". As declarações motivaram notas de repúdio da Câmara Municipal de Parauapebas, de parlamentares e de entidades representativas das religiões de matriz africana, que cobraram uma retratação pública do prefeito. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais notícias do estado no g1 Pará

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