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MPF denuncia produtor rural por crimes ambientais perto de aldeia indígena na Grande Natal

Ministério Público Federal do RN, Procuradoria da República do RN, MPF RN MPF/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça um prod...

MPF denuncia produtor rural por crimes ambientais perto de aldeia indígena na Grande Natal
MPF denuncia produtor rural por crimes ambientais perto de aldeia indígena na Grande Natal (Foto: Reprodução)

Ministério Público Federal do RN, Procuradoria da República do RN, MPF RN MPF/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça um produtor rural por uma série de crimes ambientais cometidos em áreas próximas a uma aldeia indígena que fica entre os municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal (RN). A ação penal aponta que o agrônomo promoveu desmatamentos e queimadas frequentes para o cultivo de cana-de-açúcar sem as devidas licenças ambientais e descumprindo normas legais. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp De acordo com o MPF, as atividades atingiram áreas de preservação permanente e plantios de uma comunidade indígena, afetando cerca de 155 famílias da aldeia Lagoa do Tapará, da etnia Tapuia-Tarairiú. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O réu deverá responder por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), incluindo poluição atmosférica e destruição de florestas preservadas, e pelo crime de incêndio, previsto no artigo 250 do Código Penal. O processo inclui um pedido de liminar para cessar imediatamente o cultivo de cana-de-açúcar nas fazendas São Geraldo e Talismã, nas áreas que possam causar prejuízos à aldeia da Lagoa do Tapará. Queimadas chegaram a invadir terrenos indígenas Segundo o MPF, as queimadas aconteceram em duas fazendas, gerando fumaça e fuligem intensas e expondo os moradores a poluentes tóxicos e riscos à saúde - além de prejuízos materiais. Em dezembro de 2021, a situação se agravou, segundo o órgão, com princípios de incêndio que atingiram terrenos da aldeia, forçando famílias a abandonarem suas casas temporariamente. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar precisaram intervir para conter o fogo. Fazendas operam sem licença, segundo o MPF O MPF aponta ainda que as fazendas têm operado sem licença válida, conforme comunicação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema/RN). Para o Ministério Público Federal, houve também omissão do agrônomo, que deixou de registrar a existência de áreas de preservação no Cadastro Ambiental Rural (CAR), tendo promovido desmatamentos não autorizados de vegetação em área de Reserva Legal. "Ele igualmente descumpriu orientações técnicas com relação à realização das queimadas, como a necessidade de respeitar a distância mínima de 500 metros em relação a povoados – algumas residências se situam a menos de dez metros de áreas onde ocorreram queimadas – e a de realizar essa queima apenas em horários com temperaturas mais baixas", informou o MPF. Segundo o MPF, a denúncia se baseou em informações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em elementos levantados tanto em inquérito da Polícia Federal, quanto em diligências do próprio MPF, que confirmaram a degradação da vegetação nativa (Mata Atlântica) e outros danos ao ecossistema local. Vídeos mais assistidos do g1 RN s