MP investiga Prefeitura de Sorocaba por despejo de líquidos oleosos em rio durante lavagem de veículos oficiais

MP abre investigação e recomenda que Prefeitura de Sorocaba (SP) pare lavagem de veículos oficiais por contaminação Google Street View/Reprodução O Minis...

MP investiga Prefeitura de Sorocaba por despejo de líquidos oleosos em rio durante lavagem de veículos oficiais
MP investiga Prefeitura de Sorocaba por despejo de líquidos oleosos em rio durante lavagem de veículos oficiais (Foto: Reprodução)

MP abre investigação e recomenda que Prefeitura de Sorocaba (SP) pare lavagem de veículos oficiais por contaminação Google Street View/Reprodução O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação e recomendou ao prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), que a prefeitura resolva, de forma imediata, irregularidades ambientais identificadas no Setor de Manutenção de Frota, localizado na Rua Pedro Jacob, na zona leste do município. O caso envolve o descarte irregular de líquidos oleosos proveniente de produtos de lavagem dos veículos oficiais da prefeitura na rede de drenagem pluvial, com potencial de contaminação do Rio Sorocaba. O procedimento foi aberto no dia 12 de junho. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Agora no g1 A prefeitura afirmou que tem conhecimento do procedimento e que está adotando as medidas técnicas e administrativas necessárias para viabilizar a regularização da situação. O caso começou com uma denúncia anônima encaminhada à 17ª Promotoria de Justiça de Sorocaba, relatando indícios de descarte irregular de resíduos derivados de petróleo às margens do Rio Sorocaba, supostamente provenientes do setor de manutenção da prefeitura. A situação, então, foi repassada à Promotoria Regional do Meio Ambiente do Tietê-Sorocaba, por envolver um afluente do Rio Sorocaba. Inicialmente, o MP acionou a Polícia Militar Ambiental, que informou ser atribuição da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fiscalizar e autuar atividades poluidoras. O órgão ambiental estadual foi, então, notificado e realizou uma vistoria no local. Essa fiscalização identificou duas irregularidades graves no setor de manutenção, que inclui veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). São elas: A caixa separadora de água e óleo da área de lavagem de veículos estava conectada à rede de galerias pluviais, quando deveria estar ligada ao sistema público de coleta de esgoto; O lavatório da oficina mecânica despejava efluentes (líquidos) diretamente na galeria pluvial, sem passar pela caixa separadora, ou seja, sem nenhum tratamento. Com base nas irregularidades, a Cetesb advertiu o município e determinou a regularização imediata da situação. LEIA MAIS: Diretor do Saae assume que autarquia coletou e transportou esgoto para jogar no Rio Sorocaba em área do Parque São Bento Vai agravar enchentes? Prefeitura já pode construir? Veja o que se sabe sobre a construção da Marginal Direita em Sorocaba Ativista denuncia corte de árvores perto do Rio Sorocaba; CPFL alega manutenção O que a prefeitura respondeu? Notificada pelo MP a comprovar que havia corrigido as irregularidades, a Prefeitura de Sorocaba informou que a Secretaria de Administração estava estudando alternativas, como a elaboração de um projeto para desviar os efluentes do lavador de veículos para a rede de esgoto, com possível contratação de empresa especializada para instalar um sistema elevatório. Outra alternativa cogitada foi simplesmente encerrar a atividade de lavagem no local. O MP, porém, considerou a resposta insuficiente, pois não havia comprovação documental de que as irregularidades haviam sido de fato corrigidas. Diante do impasse, o 1º Promotor de Justiça Regional do Meio Ambiente do Tietê-Sorocaba, Marcelo Silva Cassola, instaurou o inquérito civil e emitiu recomendação administrativa formal ao prefeito do município. O documento destaca a "potencial contaminação hídrica, de dimensões desconhecidas" em um dos principais rios sob curadoria da promotoria. A recomendação exige que a prefeitura adote as seguintes providências: Interligar todos os efluentes sanitários da atividade e da caixa separadora água/óleo à rede pública de esgoto; Adequar a tubulação do lavatório da área de manutenção para que o descarte vá primeiro à caixa separadora e, depois, à rede de esgoto; Suspender imediatamente as atividades poluentes enquanto as irregularidades não forem completamente sanadas. O município tem 15 dias, a partir da notificação, para enviar ao MP comprovação documental das medidas adotadas, incluindo relatórios técnicos, fotografias, projetos, ordens de serviço e cronogramas. O MP também solicitou à Cetesb, no prazo de 20 dias, informações atualizadas sobre o andamento do processo de autuação, incluindo se houve recurso administrativo e se as exigências foram cumpridas. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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