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Mocidade, Gaviões e Império são destaques no 2º dia do Grupo Especial do carnaval de SP em 2026

Sambódromo do Anhembi na 2ª noite de desfiles do Grupo Especial Paola Patriarca/g1 Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde foram os destaqu...

Mocidade, Gaviões e Império são destaques no 2º dia do Grupo Especial do carnaval de SP em 2026
Mocidade, Gaviões e Império são destaques no 2º dia do Grupo Especial do carnaval de SP em 2026 (Foto: Reprodução)

Sambódromo do Anhembi na 2ª noite de desfiles do Grupo Especial Paola Patriarca/g1 Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde foram os destaques do 2º dia do Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2026. Da noite deste sábado (14) à manhã deste domingo (15), a avenida recebeu carros grandiosos, com homenagens a lugares, figuras históricas e religiosidade. Águia de Ouro, Tom Maior, Escola do Terceiro Milênio e Camisa Verde e Branco também passaram pelo Anhembi. Somente o Camisa estourou o tempo de 65 minutos, depois que o último carro parou no caminho. Na primeira noite de desfiles, os destaques ficaram para Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé e Vai-Vai. Rosas de Ouro, Barroca Zona Sul, Colorado do Brás e Mocidade Unida da Mooca também desfilaram. A apuração das escolas de samba de São Paulo acontece na terça-feira (17). Sabrina Sato brilha no desfile da Gaviões da Fiel, em São Paulo. Leo Franco/AgNews Desfiles do 2º dia Império de Casa Verde Águia de Ouro Mocidade Alegre Gaviões da Fiel Estrela do Terceiro Milênio Tom Maior Camisa Verde e Branco Império de Casa Verde Império encerra desfile com mulheres pretas e o grito por liberdade A Império de Casa Verde abriu o segundo dia de desfile, com um enredo que exaltou as joias afro-brasileiras. A proposta da escola foi de celebrar o empoderamento feminino, a história das escravizadas de ganho e seus balangandãs, peças fundamentais na história de resistência do Brasil. A Império começou com um luxuoso abre-alas dourado e uma figura em pose de reza. Em grandes carros alegóricos, a escola representou altares, exaltou o sincretismo religioso e as rainhas africanas. A escola se destacou pela beleza e riqueza do desfile, com fantasias elaboradas e brilhantes. Águia de Ouro Profissionais do sexo e bonecão de maconha chamam atenção em carro da Águia de Ouro Segunda escola a desfilar nesta noite, a Águia de Ouro celebrou Amsterdam, na Holanda, com o enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”. A agremiação levou as casinhas, os moinhos e até as tulipas para o pavilhão. O enredo enalteceu figuras como Anne Frank, Vincent Van Gogh e Piet Mondrian, falou da liberdade LGBTQIAPN+ e das profissionais do sexo do Distrito da Luz Vermelha. E divertiu o público ao representar "o verde permitido" com um "bonecão de maconha", em alusão à liberação da cannabis na Holanda. Foi o desfile mais rápido entre as escolas de São Paulo, com 58 minutos. Mocidade Alegre Mocidade traz piscina em carro em homenagem a Iemanjá A Mocidade Alegre celebrou o legado e a história da atriz Léa Garcia, com o enredo “Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra”. Já abriu encantando o público com a comissão de frente, que contava com a participação de Thelma Assis como Léa e Fred Nicácio como Abdias Nascimento. A escola, que ficou em 4º lugar em 2025, também levou um deslumbrante carro abre-alas, repleto de indumentárias africanas, em referência à ancestralidade de Léa. Outras alegorias representaram o prêmio Kikito, do Festival de Gramado, e deusas negras, incluindo uma Iemanjá que soltava água. O fim foi no sufoco: a escola precisou apertar o passo, mas ficou dentro do tempo. LEIA MAIS: Veja como foi o 1º dia de desfile em SP FOTOS: veja as fantasias das rainhas e musas do segundo dia Vídeo mostra tombos de integrantes da Acadêmicos do Tatuapé após escorregar em óleo Gaviões da Fiel Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal Neste ano, a Gaviões homenageou os povos originários e a preservação das florestas (evitando o verde, claro) no Anhembi. A escola, que ficou em 3º lugar no ano passado, levou carros monumentais para a avenida. Foi dela o maior carro deste Carnaval de SP: um abre-alas de 72 metros de comprimento, representando um "sonho" em que animais, plantas e seres humanos vivem em harmonia. Apesar da ausência do verde, justificada pela floresta em transe, o desfile foi bastante colorido. O desfile também celebrou lideranças indígenas como Sônia Guajajara e o cacique Raoni. No fim, a agremiação representou o Brasil "indigenizado", com o Cristo Redentor usando um cocar. Estrela do Terceiro Milênio De vermelho, operários pedem justiça social no carro da Terceiro Milênio Em seu terceiro desfile no Grupo Especial, a Estrela do Terceiro Milênio exaltou o sambista e compositor Paulo César Pinheiro. A escola representou algumas figuras importantes na vida de Paulo, como Baden Powell, Clara Nunes e Dona Ivone Lara; também teve homenagem à Mangueira e à literatura. Um destaque foi o carro "Canto das Três Raças", em alusão a uma das maiores canções compostas por Pinheiro, cantada por Clara Nunes. Monocromático, o carro tinha bandeiras com os dizeres "justiça social" no topo. Tom Maior Carro da Tom Maior tem pane elétrica durante desfile De volta ao Grupo Especial, a Tom Maior levou ao sambódromo a trajetória de Chico Xavier e a cidade de Uberaba, em Minas Gerais. Para recontar a história da cidade, a agremiação revisitou as lendas locais, a indústria e as igrejas. A escola impressionou com um grandioso abre-alas turquesa, em homenagem às águas de Uberaba. Um dos carros, em referência à cultura indiana, teve um probleminha na iluminação e se apagou durante o desfile, mas logo voltou a funcionar. A homenagem a Chico Xavier veio no fim, com uma celebração à influência do espiritismo em Uberaba. A alegoria borrifava cheiro de rosas na avenida. Camisa Verde e Branco Homenagem a Exu marca o abre-alas do Camisa Verde e Branco Última escola do Carnaval de SP, o Camisa Verde e Branco celebrou as diferentes manifestações de Exu, orixá que é guardião das encruzilhadas, dos caminhos e da comunicação. Com uma bateria contagiante, a escola desfilou ao amanhecer, o que acabou sendo apropriado para o enredo "abre caminhos". Alegorias repletas de búzios, plumas e cores tomaram conta da avenida, com representações de Maria Padilha, Zé Pelintra e mais. A escola já vinha em uma corrida contra o tempo, quando o último carro parou na avenida e precisou ser empurrado. Com isso, o Camisa estourou o tempo, passando com 66 minutos.