Mesmo inelegível até 2032, PRTB lança Pablo Marçal como candidato à Presidência
Pablo Marçal e Leonardo Avalanche Divulgação/PRTB O PRTB protocolou neste sábado (15) o registro de candidatura para a Presidência da República o empresá...
Pablo Marçal e Leonardo Avalanche Divulgação/PRTB O PRTB protocolou neste sábado (15) o registro de candidatura para a Presidência da República o empresário e influenciador Pablo Marçal após uma decisão liminar da Justiça Eleitoral autorizar a filiação dele ao partido. Leonardo Avalanche segue na chapa como vice. O registro ainda precisa ser aprovado pela Justiça Eleitoral. Contudo, Marçal segue inelegível até 2023. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa de Pablo Marçal (PRTB) e manteve a condenação que tornou o empresário inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024 (veja mais abaixo). Ao g1, o PRTB disse que Leonardo Avalanche, presidente nacional do partido e escolhido em convenção nacional no fim de julho para encabeçar a chapa presidencial da legenda, "passou as semanas seguintes construindo, nos bastidores, a jogada que mudaria completamente o tabuleiro político do partido". “Recuperamos o partido quando tentaram tirá-lo de nós”, afirmou Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, em nota. Uma liminar autorizou Marçal a deixar o União Brasil e retornar ao PRTB, seu antigo partido, conforme a assessoria do empresário. Segundo a decisão, Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, com o “devido deferimento pela presidência nacional da agremiação”. Com isso, ele passou a atender às exigências da legislação eleitoral para registrar sua candidatura. Porém, essa decisão é provisória e pode ser revertida em instâncias superiores. E o registro da candidatura precisa ser aprovado pela Justiça Eleitoral. Ainda conforme o partido, o Brasil ganhou uma via verdadeira. "Um candidato cristão, que acredita no empreendedorismo, que cuida do povo e enxerga as pessoas que são ignoradas pelo governo atual. Ainda na nota, o partido diz que Avalanche articulou, internamente, a entrada de Pablo Marçal para encabeçar a candidatura presidencial do PRTB. "A partir de amanhã, domingo (16), a chapa Brasil Próspero já pode fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet — e a expectativa, dentro do PRTB, é a de que a novidade domine as conversas do início da campanha. Se o restante do jogo será tão surpreendente quanto a abertura, só o tempo dirá", ressaltou o partido. Ao g1, Marçal apenas ressaltou: "O Senhor proverá". TRE manteve condenação Pablo Marçal (PRTB) no debate promovido pela revista Veja em São Paulo, em 2024. Antonio Milena/Divulgação/Veja A decisão de manter a inegibilidade de Marçal no dia 5 de agosto foi tomada após o retorno do processo à pauta, depois de um pedido de vista. Segundo a certidão de julgamento, os desembargadores rejeitaram os embargos por votação unânime, preservando o acórdão de dezembro de 2025. Na ocasião, o TRE-SP manteve, por 4 votos a 3, a condenação de Marçal pelo chamado "campeonato de cortes" — estratégia de campanha em que colaboradores eram incentivados a produzir e disseminar vídeos nas redes sociais. A Corte também havia aplicado uma multa de R$ 420 mil ao então candidato. Com a rejeição dos embargos, permanece válida a condenação que torna Marçal inelegível até 2032, com base na Lei da Ficha Limpa. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As ações foram movidas pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora eleita Silvia Ferraro (PSOL/Rede), em 2024. Em nota, os advogados Rafael Carneiro e Felipe Corrêa, que representam o PSB, afirmaram que a decisão do TRE-SP preserva a integridade do processo eleitoral ao reprimir condutas que podem comprometer o equilíbrio da disputa e influenciar indevidamente a vontade do eleitor. De acordo com os advogados, o julgamento reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a observância das regras que regem o pleito, exigindo de todos os envolvidos padrões de correção, transparência e respeito às normas. O que é fundamental para assegurar a credibilidade das eleições e a legitimidade das escolhas democráticas. O que foi investigado O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), durante pronunciamento após apuração do primeiro turno das eleições municipais, FELIPE MARQUES/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Nos processos apresentados pelo PSB e pelo MP, a Justiça Eleitoral analisou a realização de um “concurso de cortes” — estratégia em que colaboradores eram estimulados a produzir e disseminar vídeos de campanha nas redes sociais mediante remuneração e brindes. Na ação proposta por Silvia Ferraro, além desse ponto, também foi apurado o pagamento de um anúncio no Google pela maquiadora da esposa de Marçal. O anúncio direcionava usuários para o site oficial de campanha do então candidato. Em primeira instância, Marçal havia sido condenado por abuso de poder econômico, captação e gastos ilícitos de recursos e uso indevido dos meios de comunicação. O pedido de condenação por compra de votos foi rejeitado.