Mais (más) notícias sobre o sedentarismo

Dados de mais de 91 mil participantes do UK Biobank – um dos principais bancos de dados biomédicos do mundo – revelaram uma relação direta entre o sedent...

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Mais (más) notícias sobre o sedentarismo (Foto: Reprodução)

Dados de mais de 91 mil participantes do UK Biobank – um dos principais bancos de dados biomédicos do mundo – revelaram uma relação direta entre o sedentarismo e o risco de morte por câncer. Cada hora adicional de comportamento sedentário prolongado e ininterrupto no dia de uma pessoa estaria associada a um risco 9% maior de morte por câncer, de acordo com estudo publicado no começo do mês na revista PLOS Medicine. Pessoas que atingem uma velocidade de cerca de 4,8 km/h — cerca de 100 passos por minuto – têm uma expectativa de vida mais longa Noname_13 para Pixabay Trabalhos anteriores haviam demonstrado que o comportamento sedentário, como sentar-se, reclinar-se ou deitar-se enquanto acordado, está atrelado a piores resultados de saúde. No entanto, a maioria das diretrizes foca no tempo total gasto em sedentarismo, em vez de considerar se ele é acumulado com intervalos curtos ou prolongados. No novo estudo, os participantes usaram monitores de atividade por sete dias e foram acompanhados por cerca de 12 anos. Sua rotina foi categorizada em três grupos: Sedentarismo prolongado: períodos de pelo menos 30 minutos com 90% do tempo (ou mais) em sedentarismo. Comportamento sedentário interrompido: períodos de inatividade com duração de menos de 30 minutos ou intercalado com mais de 10% de tempo não sedentário. Graus variados de atividade física: baixo nível de sedentarismo. O comportamento sedentário prolongado foi associado a um maior risco de mortalidade por câncer – em especial os relacionados à obesidade (como câncer de esôfago, fígado, rim, pâncreas, colorretal, mama, ovário e tireoide) e ao diabetes tipo 2. O comportamento sedentário interrompido apresentou o padrão oposto, com um risco menor em todos os desfechos. Substituir uma hora por dia de comportamento sedentário prolongado por atividade física leve pode diminuir em 12% a chance de morte por câncer. Há alguns meses, um grande estudo liderado pela Universidade de Sydney (Austrália), que envolveu mais de 11 mil mulheres, descobriu que aquelas que seguiam as diretrizes de atividade física durante a meia-idade reduziram pela metade o risco de morte prematura. Os principais achados foram: Diferença de mortalidade: mulheres que cumpriram consistentemente as diretrizes de exercício apresentaram uma incidência de morte de 5,3%, em comparação com 10,4% daquelas que permaneceram inativas. Diretrizes: os benefícios protetivos estão associados a atingir pelo menos 150 minutos de atividade física de moderada a vigorosa por semana. Consistência x início tardio: as reduções substanciais no risco de mortalidade foram observadas em mulheres que foram ativas ao longo de um período de 15 anos. Embora aumentar a atividade mais tarde na vida (aos 55, 60 ou 65 anos) ainda seja benéfico, os maiores efeitos protetivos exigem adesão de longo prazo. Quer espanar o sedentarismo da sua vida? Comece a caminhar e torne-se um “caminhante rápido”! Pessoas que atingem uma velocidade de cerca de 4,8 km/h — cerca de 100 passos por minuto – têm uma expectativa de vida mais longa em todas as categorias de peso. Os pesquisadores avaliaram 474.919 pessoas, inclusive caminhantes lentos, que se movimentavam a uma velocidade entre 1,6 km/h e 3,2 km/h (50 passos por minuto). Indivíduos abaixo do peso com um ritmo de caminhada lento tiveram a menor expectativa de vida. As descobertas foram publicadas na Mayo Clinic Proceedings. Os participantes, a maioria dos quais estava um pouco acima do peso, foram solicitados a descrever seu ritmo habitual de caminhada como lento, médio ou rápido. Aqueles que relataram andar rapidamente tiveram expectativas de vida mais longas, independentemente de seu índice de massa corporal (IMC). Sedentarismo eleva a carga de estresse

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