Mãe e filha trabalham quase 24 horas em pastelaria que atende quem sai de festas há mais de 40 anos
Mãe e filha comandam pastelaria há 41 anos e atravessam a madrugada em barraca Quem passa pela barraca de pastel de Justina Vaz de Lima, de 76 anos, conhecida...
Mãe e filha comandam pastelaria há 41 anos e atravessam a madrugada em barraca Quem passa pela barraca de pastel de Justina Vaz de Lima, de 76 anos, conhecida como 'Loirão', e da filha Elaine Cristina de Lima, de 63 anos, encontra mais do que um lanche na madrugada: encontra uma história de dedicação que atravessa gerações. Em Iporá, no oeste de Goiás, mãe e filha mantêm há 41 anos uma pastelaria que funciona quase 24 horas nos fins de semana. Para Elaine, o segredo para a tradição permanecer viva está no carinho colocado em cada preparo. "É feito com muito carinho e muito amor. Acho que é por isso que chegamos onde chegamos. Esse não tem como copiar", afirmou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, a Elaine contou As duas chegam à Feira Coberta, no centro da cidade, às 14h de sábado e só retornam para casa no domingo, por volta das 12h. Segundo Elaine, além da feira, elas também produzem salgados sob encomenda para casamentos e festas. O cardápio da barraca é variado e inclui pastéis de queijo, guariroba e até goiabada, além de coxinhas e outros salgados. Mas, segundo ela, o pastel de feira continua sendo o principal destaque. "São quase 24 horas ininterruptas de trabalho. Eu mexo mais é com os jovens. Eles saem das festas de madrugada e passam lá para comer", explicou Elaine. Justina Vaz de Lima, conhecida como 'Loirão', e a filha Elaine Cristina de Lima comandam pastelaria em feira de Iporá há mais de 40 anos. Arquivo Pessoal/Rangel Pimenta Parceria de mãe e filha Ao g1, Elaine contou que, no dia a dia, a parceria entre as duas é bem dividida. Enquanto Loirão prepara a massa e monta os pastéis, Elaine faz a finalização, organiza a produção e atende os clientes. Mãe e filha moram juntas e dizem que a união é um dos principais ingredientes do sucesso do negócio. Elaine tem um filho e um neto, mas passa a maior parte do tempo ao lado da mãe, entre a cozinha e o balcão da feira. "Minha mãe é quem prepara os pastéis, e eu atuo como assistente dela. Costumo dizer aos clientes que sou a 'servente'. Enquanto ela monta a massa, eu cuido da finalização com a farinha. Trabalhamos diariamente na produção para a feira e também atendemos encomendas para festas e casamentos", disse. LEIA TAMBÉM: De baia improvisada a palestrante renomada: conheça a trajetória da empresária do ramo de cavalos que começou a empreender aos 7 anos Chegada da luz elétrica e 19 Copas do Mundo: conheça história de casal que celebra 70 anos de casamento em Goiás Dia da Mulher: conheça histórias de mulheres empreendedoras que começaram do zero Negócio nasceu da necessidade O que começou como uma alternativa para complementar a renda da família há mais de quatro décadas se transformou em uma tradição em Iporá. Elaine relembra que a ideia surgiu em um momento de dificuldade financeira. "Foi falta de dinheiro. Minha mãe pediu para eu ir à prefeitura solicitar uma barraca", contou. Após enfrentarem dificuldades nos primeiros anos da feira, elas conseguiram um espaço fixo e nunca mais deixaram o negócio. "Agora temos a nossa casa perfeita, com tudo que preciso, piscina, sauna... tudo tirado do salgado", comemorou Elaine. Segundo a empresária, a pastelaria se tornou um ponto de encontro para os jovens que deixam as festas durante a madrugada. "Eu mexo mais é com os jovens. Eles saem das festas de madrugada e passam lá para comer", contou. Tradição que passa pelo balcão A banca é parada obrigatória para quem vive a noite de Iporá. O vereador Rangel Pimenta, cliente assíduo há cerca de 20 anos, destaca que a relação com as comerciantes ultrapassa o balcão e se transformou em amizade. "Elas são referências aqui em Iporá. A gente não vira só cliente delas, vira amigo. É muito bonito ver a mãe e a filha nas madrugadas vendendo pastel", afirmou. Para Rangel, o diferencial está no atendimento personalizado, mesmo nos horários mais alternativos. "Elas recebem todos com carinho, animação e disposição. Às vezes a gente chega depois de uma festa e elas nos acolhem com todo o carinho do mundo. O pastel é diferenciado, delicioso, e o ambiente ajuda muito", destacou Rangel. Justina Vaz de Lima, a 'Loirão', tem 76 anos e trabalha com a filha toda a madrugada na feira. Arquivo Pessoal/Rangel Pimenta 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás