Justiça suspende licitação para obra que prevê retirada de 943 árvores em avenida de Rio Preto

Justiça suspende licitação de R$ 29 mi para obras na Murchid Homsi A Justiça determinou a suspensão da licitação para a obra de revitalização e preven...

Justiça suspende licitação para obra que prevê retirada de 943 árvores em avenida de Rio Preto
Justiça suspende licitação para obra que prevê retirada de 943 árvores em avenida de Rio Preto (Foto: Reprodução)

Justiça suspende licitação de R$ 29 mi para obras na Murchid Homsi A Justiça determinou a suspensão da licitação para a obra de revitalização e prevenção de enchentes na Avenida Murchid Homsi em São José do Rio Preto (SP). A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Haggi Andreotti nesta terça-feira (18). Estimada em R$ 29 milhões, a proposta da prefeitura prevê a remoção de 943 das 1.323 árvores existentes ao longo do canteiro e no entorno da via. Em nota à TV TEM, o Poder Executivo informou que suspendeu o processo licitatório após determinação da Justiça. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No processo judicial, foram apontadas possíveis irregularidades na licitação, principalmente relacionadas ao licenciamento ambiental, à intervenção em área de preservação permanente e à retirada de árvores. A Justiça destacou ainda que há o risco de dano ambiental irreversível é grande, caso o projeto seja colocado em prática. Avenida Murchid Homsi em Rio Preto (SP) Reprodução/TV TEM A Ação Popular contra a Prefeitura de Rio Preto foi requerida por um vereador, solicitando o cancelamento ou a suspensão da licitação. O juiz responsável pelo caso aceitou o pedido e determinou a suspensãolicitação imediatamente. O alto número de supressões também gerou preocupação entre ambientalistas e moradores devido ao impacto sobre o microclima local e à redução de áreas verdes na cidade. Neste mês, foram realizadas audiências públicas para discutir a viabilidade do projeto. Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que recebeu o pedido de autorização para supressão de vegetação e que o documento é analisado. Veja as principais irregularidades apontadas no processo: Falta de licença ambiental: a prefeitura não apresentou autorização prévia dos órgãos ambientais do Estado (Cetesb e Daee) para mexer nas margens do Córrego Aterrado, que é uma Área de Preservação Permanente (APP). Documento reaproveitado sem adaptação: a Prefeitura de Rio Preto usou um plano de 2025 que servia apenas para "estudos preliminares" para tentar fazer a obra definitiva, sem as devidas adaptações técnicas. Corte de árvores: os documentos da licitação diziam que seriam cortadas 129 árvores (custando R$ 434 mil). Porém, declarações do próprio Secretário de Obras e reportagens apontaram que o projeto vai derrubar 943 árvores (71% das árvores adultas da área), e a prefeitura não incluiu no orçamento o custo para plantar novas árvores como compensação ambiental obrigatória por lei. Risco de dano: o cronograma previa cortar as árvores já nos primeiros quatro meses de obra, o que causaria impactos ao clima da região rapidamente. Tribunal de Justiça São José do Rio Preto (SP) Reprodução/Google Maps A Prefeitura de Rio Preto e os envolvidos foram notificados e têm 20 dias úteis para apresentar defesa à Justiça. O Ministério Público também acompanha o caso. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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