Justiça restabelece mandato de prefeito de Terenos investigado por desvio de R$ 15 milhões
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g1 em 1 Minuto Mato Grosso do Sul: prefeito de Terenos é preso em operação do Gaeco O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta-feira (24), o retorno do prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), ao cargo. Ele estava afastado havia mais de oito meses e é investigado por um suposto esquema de desvio de R$ 15 milhões na prefeitura do município. Na decisão, o ministro relator entendeu que o afastamento por mais de oito meses foi excessivo e sem justificativa suficiente. Por isso, determinou o retorno imediato de Henrique Budke às funções de prefeito. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O magistrado também revogou a proibição de acesso às dependências da prefeitura. Apesar da decisão, o prefeito continuará usando tornozeleira eletrônica e não poderá manter contato com os demais investigados no caso. Em nota, os advogados Daniel Castro, Felipe Barbosa e Julicezar Barbos, responsáveis pela defesa de Henrique Budke, afirmaram que o prefeito é inocente. Leia o posicionamento: “A decisão do Superior Tribunal de Justiça reconhece a desnecessidade da medida de afastamento do prefeito municipal, restabelecendo o pleno exercício do mandato. O retorno ao cargo contribui para a restauração da normalidade administrativa e institucional do Município, reforçando a confiança de que a inocência de Henrique será demonstrada ao longo da instrução processual.” Entenda o caso A operação foi realizada em setembro de 2025. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), uma organização criminosa usava servidores públicos para manipular licitações e beneficiar empresas ligadas ao esquema. De acordo com a investigação, os desvios aconteciam por meio de editais públicos que simulavam concorrências, mas que, na prática, favoreciam empresas previamente escolhidas. Segundo o Gaeco, o grupo também pagava propina a servidores públicos. Em troca, eles atestavam falsamente a entrega de produtos e a prestação de serviços que não haviam sido realizados. Os servidores ainda facilitavam a liberação de pagamentos de notas fiscais relacionadas a contratos entre empresários e a administração municipal. Prefeito de Terenos volta ao cargo após decisão. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul