Justiça ouve acusados por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

Morte em rope jump: Justiça mantém prisão de réus e marca audiência para setembro A Justiça realiza nesta quinta-feira (17) a primeira audiência de instr...

Justiça ouve acusados por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump
Justiça ouve acusados por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump (Foto: Reprodução)

Morte em rope jump: Justiça mantém prisão de réus e marca audiência para setembro A Justiça realiza nesta quinta-feira (17) a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump no dia 13 de junho deste ano, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A audiência irá ocorrer a partir das 12h30 no Fórum de Limeira. 🔎 Nessa etapa do processo, serão ouvidos os réus, testemunhas e demais envolvidos no caso. Após a fase de instrução, o juiz decidirá se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os réus são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Eles são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a mulher apontada como organizadora do evento. Todos estão presos preventivamente. Os quatro respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado, sendo que Evelyne também é acusada de fraude processual (veja abaixo). Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que, caso o juiz entenda que realmente houve o dolo eventual no crime, a tendência é de que ele decida levar os réus a júri. Ministério Público denunciou à Justiça quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas Reprodução LEIA TAMBÉM O que se sabe e o que ainda falta saber sobre morte de estudante da Esalq/USP em república Esalq diz que irá apurar morte de estudante em república Suspeito diz ter achado que grupo que lançou jovem sem cordas em rope jump era empresa regularizada: 'Eu acreditei' Denúncia do MP Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por morte em rope jump Reprodução 🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco. "A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou. 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba

Fale Conosco