Indígenas viajam mais de 7 horas de barco por rio no Pantanal para votar em Corumbá, em MS

Indígenas viajam mais de 7h por rio no Pantanal para votar no 2º turno das eleições 2026 Indígenas da aldeia Barra do São Lourenço e brigadistas que atua...

Indígenas viajam mais de 7 horas de barco por rio no Pantanal para votar em Corumbá, em MS
Indígenas viajam mais de 7 horas de barco por rio no Pantanal para votar em Corumbá, em MS (Foto: Reprodução)

Indígenas viajam mais de 7h por rio no Pantanal para votar no 2º turno das eleições 2026 Indígenas da aldeia Barra do São Lourenço e brigadistas que atuam no combate a incêndios em áreas remotas do Pantanal viajaram por mais de sete horas de barco pelo rio Paraguai para votar neste domingo (25), em Corumbá, no oeste de Mato Grosso do Sul. As primeiras embarcações chegaram ao Porto Geral por volta das 12h35, após saírem da comunidade às 5h. Veja o vídeo acima. Ao todo, quatro embarcações fizeram o trajeto para transportar os moradores até a área urbana do município. Durante a viagem, uma delas furou e precisou passar por reparos, o que atrasou o deslocamento. A aldeia Barra do São Lourenço fica a cerca de 260 quilômetros da área urbana de Corumbá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A chegada das primeiras embarcações ocorreu ao longo do período da manhã e início da tarde. Os moradores precisaram percorrer o trecho fluvial para chegar a Corumbá e participar da votação do segundo turno das eleições. Parte dos moradores fez a viagem em embarcações da própria comunidade. Outros conseguiram carona com a Brigada do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que auxiliou no transporte dos eleitores. Segundo o cacique Negré, da aldeia da Barra do São Lourenço, pelo menos 34 pessoas não conseguiram deixar a aldeia para votar neste domingo. O cacique afirmou que os moradores organizaram a viagem até Corumbá com a ajuda de pessoas da região, após não receberem o apoio logístico que esperavam do Exército e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). “Para nós, é muito importante exercer a nossa cidadania, porque aí nós podemos escolher a pessoa que queremos para governar o nosso país, o nosso estado. Nós queremos também ter esse direito de escolher”, disse. Em nota, a Prefeitura de Corumbá informou à Defensoria Pública da União que não tem estrutura para transportar os eleitores indígenas das aldeias Uberaba e Barra do São Lourenço no segundo turno. O Exército afirmou que não recebeu pedido de apoio e que não está autorizado a transportar eleitores em embarcações ou viaturas militares. Já a Marinha informou que o apoio às eleições é organizado com a Justiça Eleitoral e que pedidos adicionais devem ser encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). O que disseram os órgãos? Leia na íntegra o que a Prefeitura de Corumbá disse: "Em resposta à solicitação de transporte para os indígenas Guató das aldeias Uberaba e Barra do São Lourenço, no Pantanal de Corumbá, a Prefeitura de Corumbá informou à Defensoria Pública da União que não tem condições operacionais de garantir o deslocamento dos eleitores no segundo turno das eleições. Em ofício datado de 21 de outubro de 2026 e encaminhado à Defensoria Pública da União, em Campo Grande, o Município esclareceu que não dispõe de embarcações ou veículos adequados, com capacidade, tripulação e condições de segurança necessárias para realizar o transporte de ida e volta. A administração também informou que não mantém um serviço regular de transporte para essas comunidades. No documento, a Prefeitura defendeu uma articulação urgente entre a Justiça Eleitoral, a Funai, órgãos federais e o Governo do Estado para buscar alternativas. O Município pode contribuir com informações e apoio administrativo, mas não tem estrutura para assegurar o deslocamento dos eleitores". Leia na íntegra o que a Marinha disse: "Em relação ao transporte de eleitores da comunidade de Forte Coimbra, em Corumbá (MS), o Comando Operacional Conjunto Oeste esclarece que o apoio às Eleições 2026 está sendo organizado em conjunto com a Justiça Eleitoral, conforme as solicitações recebidas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e autorizadas pelo Ministério da Defesa (MD). Qualquer apoio além do já previsto pelo TSE deve ser encaminhado ao TRE-MS". Leia na íntegra o que o Exército disse: "1. O Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal não recebeu solicitação dessa natureza. 2. De acordo com a legislação vigente, o Exército não está autorizado a transportar eleitores em viaturas ou embarcações militares. 3. No tocante ao Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal, não há articulações nesse sentido. 4. ⁠Não houve solicitações, até o momento, dessa natureza". Indígenas e brigadistas viajam mais de 7 horas para votar em Corumbá (MS). Brunna Barros/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Fale Conosco