Governo Trump diz que 'evitou uma tragédia' ao prender homem armado em campo de golfe antes de visita de presidente dos EUA
Agente do Serviço Secreto dos EUA inspeciona campo de golfe de Donald Trump em Los Angeles. Foto de 2024. Robyn Beck/AFP Um homem armado foi preso no campo de ...
Agente do Serviço Secreto dos EUA inspeciona campo de golfe de Donald Trump em Los Angeles. Foto de 2024. Robyn Beck/AFP Um homem armado foi preso no campo de golfe de Donald Trump em Los Angeles no fim de semana, dias antes de uma visita do presidente dos Estados Unidos ao local, informaram autoridades da cidade na terça-feira (4). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Identificado como Jeanine John Taele, de 38 anos, o suspeito foi visto por agentes federais "caminhando pela área do campo, tirando fotos e gravando vídeos, e aparentando observar as atividades de planejamento de segurança", informou o gabinete do xerife de Los Angeles. (Leia mais abaixo) O presidente norte-americano passou horas no campo de golfe na terça-feira, onde participou de um jantar de arrecadação de fundos organizado pelo Comitê Nacional Republicano e deu uma entrevista à Fox News, segundo sua agenda oficial. Não foram registrados incidentes de segurança durante a visita. “Uma possível tragédia foi evitada graças a uma atuação integrada de diferentes órgãos, garantindo a melhor resposta de segurança pública possível para todos os cidadãos desta grande nação que temos orgulho de servir”, disse Kenneth Cooper, agente especial do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) para Los Angeles. Agora no g1 Durante a prisão, os agentes apreenderam um fuzil de cano curto não registrado e um carregador de 16 cartuchos que continha munição de ponta oca. Eles revistaram em seguida o carro do suspeito e encontraram uma pistola carregada. Taele foi acusado nesta quarta-feira pela Justiça dos EUA pela posse dessas armas de fogo, e pode pegar uma pena máxima de até 10 anos em uma prisão federal se for condenado. Ele fará uma aparição em um tribunal em Los Angeles ainda nesta quarta. “Embora ainda estejamos investigando as motivações desse indivíduo, somos gratos por ele ter sido detido antes da visita do presidente. As forças de segurança federais e locais agiram cedo e evitaram o que poderia ter sido uma situação perigosa”, disse Bill Essayli, um procurador assistente do Departamento de Justiça. Trump não mencionou a prisão de Taele durante sua aparição no campo de golfe na terça e não havia se pronunciado sobre o incidente até a última atualização desta reportagem. Nesta quarta-feira (5), ele participará de um jantar no hotel Red Rock Casino, em Las Vegas. Prisão em campo de golfe Placa 'Campo de Golfe Nacional Donald Trump' em Rancho Palos Verdes, na Califórnia. Justin Sullivan/Getty Images North America via AFP Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, agentes federais perceberam a presença de um indivíduo suspeito durante uma avaliação de segurança no campo de golfe em 31 de julho. O suspeito foi posteriormente identificado como Taele. Ele foi visto caminhando pelo campo de golfe, usando um fone de ouvido e tirando fotos e gravando vídeos das atividades de planejamento de segurança dos agentes federais, antes de deixar o local em sua caminhonete. Taele retornou ao clube dias depois, no domingo (2). Nesse momento, funcionários do campo de golfe alertaram os agentes federais, que continuavam a avaliação de segurança no local. Taele abordou os agentes e afirmou trabalhar para o Departamento de Estado e estar no local para atuar na segurança. Ele também admitiu possuir uma arma carregada em seu carro, estacionado no local. Os agentes federais acionaram o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, e os policiais compareceram ao clube. Eles constataram que Taele era procurado em conexão com um caso de roubo em El Segundo e o prenderam. Investigadores do departamento do xerife e da unidade antiterrorismo do FBI também revistaram a residência de Taele, na cidade de Downey, onde encontraram armas, um colete à prova de balas, carregadores de alta capacidade, munição, dois rádios e "cadernos que continham afirmações preocupantes".