Frota de patinetes elétricos dobra na cidade de SP em menos de 2 anos, e empresas bloqueiam mais de 2.500 usuários por mau uso

Usuários de patinetes elétricos são bloqueados por mau uso em São Paulo Em menos de dois anos, as duas empresas que oferecem patinetes elétricos compartilh...

Frota de patinetes elétricos dobra na cidade de SP em menos de 2 anos, e empresas bloqueiam mais de 2.500 usuários por mau uso
Frota de patinetes elétricos dobra na cidade de SP em menos de 2 anos, e empresas bloqueiam mais de 2.500 usuários por mau uso (Foto: Reprodução)

Usuários de patinetes elétricos são bloqueados por mau uso em São Paulo Em menos de dois anos, as duas empresas que oferecem patinetes elétricos compartilhados na cidade de São Paulo suspenderam as contas de mais de 2.500 usuários por uso inadequado dos veículos. Desde 2025, a Whoosh bloqueou mais de 2 mil usuários por mau uso dos veículos na cidade. No mesmo período, cerca de 500 clientes foram suspensos pela Jet, a outra empresa autorizada a oferecer o serviço na capital paulista. Patinetes elétricos compartilhados na cidade de São Paulo. Reprodução Os comportamentos que levaram aos bloqueios vão de vandalismo a ações consideradas de risco à vida e que descumprem as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). As principais ocorrências são: Transporte de carona (duas pessoas no mesmo patinete); Liberação do uso para menores de idade; Estacionamento fora das zonas indicadas. No Brasil, o número de bloqueios chega a 17 mil pelas duas empresas consultadas pela TV Globo. As suspensões correspondem a cerca de 1% dos usuários nacionais das plataformas. Os usuários bloqueados também podem acionar o suporte das plataformas para esclarecimentos ou análise da conta. “Os bloqueios são uma das medidas adotadas quando identificamos comportamentos que descumprem as regras de uso, mas o trabalho de segurança começa antes disso. A ideia é atuar em diferentes frentes, combinando monitoramento, canais de denúncia e educação para reduzir situações de risco", disse Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh. Fiscalização e regulamentação No Brasil, os patinetes elétricos chegaram como peões em um tabuleiro sem manual: o jogo começou, mas as regras não estavam definidas. O maior risco é o de acidentes de transito. Os veículos chegaram à capital paulista há sete anos, o que levou a Prefeitura de São Paulo a iniciar uma corrida pela regulamentação e fiscalização dos patinetes elétricos em 2019. O serviço compartilhado enfraqueceu durante a pandemia e voltou ao debate com a Resolução nº 996 do Contran, de 2023, que regulamentou o trânsito de ciclomotores, bicicletas elétricas e dos autopropelidos (equipamentos de mobilidade individual com motor, como os patinetes). O texto delegou aos órgãos municipais a fiscalização da atividade. “ O cenário entre os municípios ainda é muito desigual: algumas cidades avançaram, enquanto outras ainda não estruturaram regras locais e mecanismos efetivos de fiscalização. A etapa educativa é importante, especialmente na implantação de novas regras, mas precisa ser seguida de fiscalização. Em segurança viária, não podemos esperar que acidentes graves ditem o ritmo da regulamentação”, afirma Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). No mesmo ano, a Prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho com Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte para elaborar regulamentação e fiscalização municipal. Após disputas judiciais e descontinuidade de operações, o aluguel de patinetes voltou às ruas em dezembro de 2024. Neste ano, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) afirma que tem atuado de forma educativa, na instalação de placas de sinalização, banners informativos e painéis aferidores de velocidade, inclusive na Faria Lima. Campanhas educativas e ações de orientação aos usuários das ciclovias Reprodução Em agosto, a prefeitura definiu novas regras, mas a fiscalização ficou estipulada para 12 de outubro. Em nota ao Bom dia Sábado, o órgão não detalhou com fiscalizará o uso: " a definição dos parâmetros para acompanhar o cumprimento das novas normas está em fase de planejamento, dentro do prazo estabelecido pela PORTARIA SMT.SEMTRA nº 025, publicada em 26 de agosto." As novas regras valem também para as bicicletas elétricas. Em São Paulo, há cerca de 450 bikes compartilhadas do Itaú em circulação, autorizadas pela prefeitura. Diferenças entre bicicleta elétrica, autopropelido e ciclomotor Reprodução/TV Globo Frota dobrou A Whoosh disponibilizava mil patinetes no primeiro semestre de 2025 — número que saltou para 3 mil neste ano. Já a Jet oferecia 3 mil patinetes no ano passado e atualmente conta com 5 mil. Ou seja, somadas as empresas, a frota na cidade passou de 4 mil para 8 mil em menos de dois anos. A infraestrutura para comportar os veículos também expandiu. A Jet mais que dobrou os pontos de estacionamento, de 600 para 1.300, em 2026. A Whoosh oferece 420 estacionamentos espalhados pela cidade. Em geral, os locais são escolhidos estrategicamente pelas empresas para que os patinetes sejam opções entre transportes públicos. Frota de patinetes elétricos compartilhados na cidade de São Paulo. Lara Bernardino/ G1 As empresas mostram que, analisando os dados de padrão de uso dos usuários, os patinetes são uma alternativa de micro mobilidade na ida e volta do trabalho: Deslocamentos médios de 2,5 quilômetros; Alto volume de corridas nos dias úteis ; Picos de corridas no início e no fim do expediente. Ambas as empresas têm planos de expansão da frota e área de abrangência na cidade de São Paulo.

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