Família encontrada morta no PR: polícia analisa 48 horas de câmeras e diz que ninguém entrou no apartamento

Polícia analisa imagens para esclarecer morte de família em Curitiba Cerca de 48 horas de imagens de câmeras de segurança do condomínio onde a família enc...

Família encontrada morta no PR: polícia analisa 48 horas de câmeras e diz que ninguém entrou no apartamento
Família encontrada morta no PR: polícia analisa 48 horas de câmeras e diz que ninguém entrou no apartamento (Foto: Reprodução)

Polícia analisa imagens para esclarecer morte de família em Curitiba Cerca de 48 horas de imagens de câmeras de segurança do condomínio onde a família encontrada morta morava foram analisadas pela Polícia Civil (PC-PR). Segundo a investigação, nenhuma outra pessoa entrou no apartamento antes de o pai, a mãe e o filho serem encontrados mortos. O caso aconteceu na terça-feira (25). A participação de uma quarta pessoa no crime está "praticamente excluída", segundo o delegado Ivo Viana. Ele afirma que as imagens e outras provas reunidas até o momento não correspondem à hipótese de que alguém de fora tenha entrado no imóvel. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp De acordo com o delegado, o filho foi o último dos três a aparecer nas imagens. Antes das 20h de domingo (23), ele desceu até a portaria para pegar uma encomenda deixada por uma amiga da mãe. "Ele desce, pega esses produtos e sobe. Depois que a amiga dela sai, ela [a mãe] manda uma mensagem agradecendo por ela ter ido lá levar e esse é o último contato que a gente tem até então", diz o delegado. Viana afirma que a polícia ainda não descarta completamente a possibilidade de outra pessoa estar envolvida, mas considera a hipótese cada vez mais remota. Claudia Hitomi Shimada Furuyama (mãe), Rafael Furuyama (filho) e Marcos Alberto Furuyama (pai). Redes sociais Relembre o caso Na tarde de terça-feira (25), a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o filho dela, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, e o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, foram encontrados mortos dentro do apartamento no bairro Água Verde. Conhecidos da mulher notaram que ela faltou ao trabalho e foram ao condomínio. Além disso, moradores do prédio estranharam o sumiço dos vizinhos, que moravam em um apartamento do 9º andar. Eles também se preocuparam com o latido incessante do cachorro da família. Após tentativas de comunicação sem resposta, o síndico contratou um chaveiro para acessar o imóvel. Dentro do apartamento, encontrou os corpos dos três. Segundo a polícia, o apartamento estava trancado e não havia sinais aparentes de arrombamento. Os três foram encontrados com ferimentos de facadas. Próximo ao corpo do pai, a Polícia Militar encontrou uma faca. "Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca, que foram recolhidas, inclusive duas armas brancas: uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue. Agora, a gente vai submeter à análise de perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas", disse o delegado. A Polícia Militar registrou o caso inicialmente como possível duplo homicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil investigará para determinar a dinâmica do crime. Polícia investiga contexto de penhora de imóvel Moradores estranham sumiço de vizinhos e latidos de cachorro, entram em apartamento e encontram pai, mãe e filho mortos em Curitiba RPC A Polícia Civil investiga o contexto da penhora de um imóvel em que vivia a família. O objetivo, segundo o delegado Ivo Viana, é esclarecer se eventuais dificuldades financeiras podem ter motivado o crime. Segundo o delegado, o imóvel em que a família morava foi objeto de penhora, foi levado a leilão e arrematado no início de agosto. Depois disso, um oficial de Justiça intimou Marcos para que houvesse a desocupação do imóvel dentro de um prazo estabelecido. Até o momento, as investigações apontam que Claudia e o filho não tinham conhecimento da situação. "Pelo que a gente já levantou, a gente acredita que ela não sabia da alienação desse imóvel. Ela tinha conhecimento do processo, que é antigo, data de 2014, e envolve uma empresa que era do Marcos, mas que agora resultou na alienação desse veículo imóvel", afirma Viana. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Fale Conosco