Extrema direita AfD conquista vitória histórica em eleição regional alemã

Extrema direita vence eleição regional alemã A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição estadual na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, e obte...

Extrema direita AfD conquista vitória histórica em eleição regional alemã
Extrema direita AfD conquista vitória histórica em eleição regional alemã (Foto: Reprodução)

Extrema direita vence eleição regional alemã A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição estadual na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, e obteve um resultado histórico para o partido de extrema direita. A legenda recebeu cerca de 44% dos votos, segundo os resultados parciais da apuração. A votação representa a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido de extrema direita chega tão perto de assumir o governo de um estado alemão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A vitória nas urnas, no entanto, não garante à AD o comando do governo estadual. A legenda ainda depende da composição do Parlamento para saber se terá maioria suficiente para governar. Por isso, o resultado também não significa que Ulrich Siegmund, líder da AfD no estado, será ministro-presidente, cargo equivalente ao de governador no Brasil. AfD diz ter 'mandato para governar' após liderar projeções na Saxônia-Anhalt; oposição descarta apoio Entre as estão o endurecimento das políticas de imigração e uma aproximação com a Rússia de Vladimir Putin (entenda o que a AFD defende mais abaixo na matéria). 🔍A votação deste domingo foi estadual e, portanto, não altera a composição do governo federal alemão. A próxima eleição para o Parlamento Federal, que define o governo nacional, está prevista para 2029. Revés para Friedrich Merz O resultado da eleição deste domingo também representa um revés para o chanceler Friedrich Merz, líder da coalizão conservadora que governa a Alemanha. A CDU, partido de Merz, ficou bem atrás da AfD na Saxônia-Anhalt. A votação ocorreu em meio à insatisfação dos eleitores com o governo federal. Segundo pesquisa da emissora ARD, 87% dos eleitores do estado disseram estar insatisfeitos com o governo federal. Para Marcel Fratzscher, presidente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, o resultado representa principalmente uma rejeição ao governo de Merz. AfD cresce no leste alemão A Saxônia-Anhalt tem pouco mais de 2 milhões de habitantes e fazia parte da Alemanha Oriental durante o período de divisão do país. O estado está entre os principais redutos eleitorais da AfD. O resultado reforça o crescimento do partido, criado em 2013. A legenda também avançou nas eleições estaduais realizadas neste ano em regiões do oeste da Alemanha e aparece atualmente à frente dos partidos tradicionais em pesquisas de intenção de voto para uma eventual eleição nacional. O que a AfD defende A imigração está no centro das propostas da AfD. O partido defende regras mais rígidas para a entrada e permanência de estrangeiros na Alemanha, além de ampliar as deportações e adotar uma política de “remigração”, termo usado pela legenda para defender o retorno de imigrantes aos países de origem. A sigla também propõe mudanças nas políticas de integração e medidas mais duras para quem solicita asilo. Na educação, a AfD defende mudanças nas regras de frequência escolar e a possibilidade de ensino domiciliar. O partido também propõe separar crianças refugiadas em turmas específicas e alterar o conteúdo das escolas, com maior ênfase na identidade e na cultura alemãs. Na área de energia, a legenda quer reverter parte da política climática adotada pelo país, ampliando o uso de combustíveis fósseis e defendendo a retomada da energia nuclear. O partido também propõe reduzir o papel das emissoras públicas e restringir sua atuação a um serviço considerado básico. Na política externa, a AfD defende uma reaproximação com a Rússia, o fim das sanções contra Moscou e a redução do apoio alemão à Ucrânia. O partido também é crítico à União Europeia e quer devolver aos países-membros parte das competências atualmente concentradas no bloco. *Com informações da Reuters

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