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Exposição 'Corpo Paisagem' propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular em Nova Friburgo

Exposição “Corpo Paisagem” propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular Divulgação A relação entre corpo, paisagem e imaginário...

Exposição 'Corpo Paisagem' propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular em Nova Friburgo
Exposição 'Corpo Paisagem' propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular em Nova Friburgo (Foto: Reprodução)

Exposição “Corpo Paisagem” propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular Divulgação A relação entre corpo, paisagem e imaginário popular é o tema da exposição “Corpo Paisagem”, da artista friburguense Sani Guerra, que será aberta neste sábado (31), a partir das 18h, no Instituto do Ator – Clínica de Artes de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. A mostra reúne nove obras, sendo seis pinturas e três esculturas em argila, e propõe um mergulho sensível na Mata Atlântica e no universo simbólico das máscaras. As obras dialogam com manifestações culturais brasileiras, especialmente o Carnaval dos Moitas, tradição realizada na localidade de Rio Bonito de Cima, na zona rural do município. Segundo a artista, a exposição investiga as conexões entre máscara, corpo, mata e território. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. “As pinturas e esculturas criam um ambiente onde o corpo e a paisagem se confundem”, explica Sani Guerra. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Elementos de ancestralidade, ritual e imaginação estão presentes nas obras. Nas telas, figuras mascaradas surgem em paisagens fictícias, misturando corpo e natureza em cenários entre o real e o imaginário. A pesquisa faz parte do mestrado que a artista desenvolve na PUC-Rio. Entre os destaques está a pintura “A raposa” (2017), que retrata uma cena ritualística em torno de uma mesa com alimentos marinhos. A obra reúne símbolos do sagrado e do popular e antecipa reflexões centrais da pesquisa da artista sobre o corpo mascarado em manifestações populares brasileiras. Outra obra apresentada é “As máscaras” (2017), que mostra duas figuras femininas sentadas em um sofá no interior de uma floresta, usando máscaras tibetanas. O contraste entre elementos culturais cria um estranhamento intencional, suspendendo tempo e identidade. As esculturas em argila aprofundam a dimensão material da exposição. Moldadas manualmente, as peças evocam máscaras, folhas e formas biomórficas, criando figuras híbridas entre humano, vegetal e entidades simbólicas. O uso da argila reforça a relação com a terra e com práticas ancestrais. A exposição “Corpo Paisagem” pode ser visitada até o dia 25 de fevereiro. Natural de Nova Friburgo, Sani Guerra é licenciada em Artes Visuais e desenvolve pesquisas voltadas para memória, corpo e paisagem, com foco na ancestralidade e na impermanência.