EUA enviam mais de 300 soldados à Colômbia para treinamentos de combate ao narcotráfico

Governo Trump vai aumentar presença militar na América Latina em nova política externa Mais de 300 soldados dos Estados Unidos chegarão à Colômbia a parti...

EUA enviam mais de 300 soldados à Colômbia para treinamentos de combate ao narcotráfico
EUA enviam mais de 300 soldados à Colômbia para treinamentos de combate ao narcotráfico (Foto: Reprodução)

Governo Trump vai aumentar presença militar na América Latina em nova política externa Mais de 300 soldados dos Estados Unidos chegarão à Colômbia a partir desta terça-feira (27) para treinamentos conjuntos de combate ao narcotráfico. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo Ministério da Defesa colombiano, que afirmou que a missão americana faz parte da aliança firmada pelo novo presidente, Abelardo de la Espriella, com o Escudo das Américas, uma ampla coalizão antidrogas e de segurança regional liderada pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Os militares realizarão treinamentos entre 30 de outubro e 11 de novembro para enfrentar o narcotráfico, a mineração ilegal e drones carregados com explosivos, cada vez mais utilizados pelos poderosos grupos ilegais colombianos, segundo comunicado. Militares panamenhos e americanos participam de um treinamento de manobras de sobrevivência liderado pelo Exército dos EUA, em 2 de dezembro de 2025 Martin Bernetti/AFP A iniciativa Escudo das Américas foi criada em março de 2026 durante uma reunião de líderes do continente na Flórida, em um resort cujo dono é o próprio Trump. O grupo é formado por governos ideologicamente alinhados ao governo do republicano e inclui vizinhos do Brasil como Argentina, Bolívia e Peru. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil, não foi convidado para a reunião de formação da entidade. Em agosto, o Departamento de Estado americano informou que iria fornecer US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em assistência de segurança ao governo de La Espriella para ajudar a combater organizações do narcotráfico. Na época, o secretário de Guerra de Trump, Pete Hegseth, também já havia revelado que os dois países planejavam operações militares conjuntas, mas não fixou uma data. No dia 22 de setembro, após um pedido do governo Trump, os membros do Escudo das Américas assinaram um acordo para designar formalmente as facções narcotraficantes como "ameaças compartilhadas" e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados.

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