Etanol ou gasolina: especialista explica como saber qual opção é mais econômica
Motoristas de Manaus têm procurado alternativas mais econômicas na hora de abastecer Motoristas têm buscado alternativas mais econômicas para abastecer dian...
Motoristas de Manaus têm procurado alternativas mais econômicas na hora de abastecer Motoristas têm buscado alternativas mais econômicas para abastecer diante dos altos preços dos combustíveis. A escolha entre etanol e gasolina pode fazer diferença no fim do mês, e um cálculo simples ajuda a identificar qual opção compensa mais, segundo especialistas. O engenheiro mecânico Frederico Cesarino explica que para o motorista saber qual combustível é mais vantajoso economicamente, a conta é direta: basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina. "Se o resultado for menor que 0,75, o etanol é a melhor escolha. Se for maior, a gasolina tende a ser mais vantajosa", afirma o especialista. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em Manaus, o litro da gasolina custa, em média, R$ 7,59, enquanto o etanol é encontrado por cerca de R$ 5,59. Aplicando a fórmula, o resultado é 0,73. Ou seja, neste cenário, abastecer com etanol é mais econômico. Para quem depende do carro para trabalhar, essa diferença pesa no orçamento. É o caso da motorista de aplicativo Dora Nepomuceno, que há mais de cinco anos roda pelas ruas da cidade e já adaptou a rotina para economizar. “Hoje em dia, eu particularmente não uso mais gasolina, eu uso etanol porque está um absurdo. Se a gente for usar gasolina direto, você não consegue quase ter lucro”, afirma. Com a gasolina podendo atingir quase R$ 9 em municípios do interior do Amazonas, o etanol se mantém como uma alternativa mais acessível. A diferença de preço impacta diretamente no lucro de quem utiliza o veículo diariamente como fonte de renda. Mas além da escolha do combustível, a economia também depende da manutenção do veículo. Segundo o Frederico, cuidados básicos ajudam a reduzir o consumo e melhorar o desempenho. “Trocar o óleo e os filtros regularmente, abastecer em postos de confiança, fazer alinhamento e balanceamento, além de manter a calibragem correta dos pneus, contribuem para um consumo mais eficiente”, orienta. A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle Reprodução Refinaria volta a aumentar preços Após a redução anunciada no fim de março, a Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras no Amazonas. O novo valor entrou em vigor na sexta-feira (3) e chega a R$ 4,17 por litro, um aumento de R$ 0,21 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria. Com a nova alta, o preço da gasolina vendida à distribuidoras volta ao patamar acima dos R$ 4,00, após oscilações registradas ao longo de março. Este é o sexto reajuste seguido praticado pela Ream em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curto intervalo de tempo. Veja o gráfico abaixo: Por meio de nota a Ream informou que, diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio e da alta nos preços internacionais do petróleo e derivados, não atua de forma isolada no abastecimento nem na formação de preços dos combustíveis no Amazonas. A empresa responde por cerca de 30% do volume comercializado nos postos do estado e 5% na Região Norte, enquanto o restante é suprido por Petrobras, importadores e operadores logísticos. A refinaria destacou que mantém suas operações para garantir o fornecimento e reduzir riscos de desabastecimento, mas lembrou que sua planta, construída na década de 1950, exige a importação de insumos para a formulação de gasolina e diesel dentro das especificações brasileiras. Segundo a REAM, tanto o petróleo refinado quanto os insumos importados são adquiridos em dólar e seguem indicadores internacionais, como o Brent. Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, os preços da gasolina e do diesel no mercado externo subiram 36% e 65%, respectivamente, enquanto o barril de petróleo avançou de US$ 73 para US$ 110.