Em redes apoiadas pela Tetra Pak, cooperativas de catadores aceleram reciclagem
Em redes apoiadas pela Tetra Pak, cooperativas de catadores aceleram reciclagem – Crédito: Divulgação A Tetra Pak, líder mundial em soluções para o pro...
Em redes apoiadas pela Tetra Pak, cooperativas de catadores aceleram reciclagem – Crédito: Divulgação A Tetra Pak, líder mundial em soluções para o processamento e envase de alimentos, está incentivando cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis a trabalharem em rede, método que amplia a eficiência e permite maior vazão aos materiais recicláveis, impactando de maneira positiva na renda dessa categoria. Além disso, também permite que maiores volumes de materiais sejam encaminhados para recicladores, em especial embalagens longa vida, beneficiando a economia circular e o meio ambiente. Como resultados práticos, há exemplo de redução de cerca de 90% do tempo para formar uma carga mínima de caixinhas comercializada com recicladores e aumento de até 100% no preço por tonelada. “Nosso objetivo é continuar a desenvolver e fortalecer cadeias de reciclagem no Brasil, em especial o trabalho fundamental de catadores e catadoras”, afirma a diretora de Sustentabilidade para Cone Sul e Brasil da Tetra Pak, Valéria Michel. “Reconhecemos a importância da economia circular na proteção do meio ambiente e sabemos que, para que essa roda siga girando, é fundamental fortalecer cada um dos elos que formam essa cadeia”, acrescenta ela. Diretora de Sustentabilidade para Cone Sul e Brasil da Tetra Pak, Valéria Michel – Crédito: Divulgação O trabalho em rede permite que cooperativas de reciclagem que estejam em uma mesma região possam se unir para completar, de maneira mais rápida e eficiente, cargas de materiais recicláveis que são comercializadas aos recicladores. Neste caso, o trabalho é voltado para a triagem de caixinhas longa vida. Ou seja, cada cooperativa disponibiliza a quantidade de embalagem triada, que será unida para a formação de uma carga – em geral, de 12 toneladas – para que a logística com transporte e comercialização seja a mais eficiente possível. “O trabalho em rede é uma sistemática que envolve diversas cooperativas e associações de catadores no intuito de que, juntos, esses grupos possam comercializar todos os tipos de resíduos diretamente para o reciclador final e a um valor mais interessante”, explica o consultor do Projeto Conexões da Tetra Pak e responsável por levar essa ideia para dentro da empresa, Rodrigo Freitas. O trabalho em rede, portanto, proporciona não apenas um ganho econômico, mas também a autonomia e o fortalecimento dessas associações de catadoras e catadores. Experiência in loco Na prática, o trabalho em rede serve como um atalho entre o galpão das cooperativas, onde os materiais recicláveis são coletados e triados, até a recicladora. Em alguns casos, trabalhando individualmente, as cooperativas podem levar meses – em alguns casos, até mais de um ano – para coletar a quantidade de embalagens longa vida necessária para atingir o volume completo de uma carga. Os números mostram o impacto geral da estratégia: após dois anos de modelo em rede incentivado pela Tetra Pak, o tempo de formação da carga mínima diminuiu em aproximadamente 90%, enquanto o preço da tonelada mais do que dobrou. “Nós adotamos o modelo de trabalho formal em rede em 2021. Antes, chegamos a demorar um ano e meio para conseguirmos juntar a quantidade necessária de embalagens para fazer uma carga”, explica a líder da cooperativa Rede Norte, Mirani dos Santos Pereira, no Espírito Santo, que conta com apoio da Tetra Pak desde 2024 para ampliar o trabalho em rede. “Hoje, nós conseguimos produzir uma carga muito mais rápido, às vezes em 60 dias. Como escoamos o material em menos tempo, também conseguimos aumentar a renda da cooperativa”, completa ela, uma das lideranças da reciclagem que participaram da campanha “Gente que Recicla: Fortalecendo a venda em Rede” da Tetra Pak. Outro exemplo real do trabalho em rede pode ser visto na região metropolitana de Recife (PE). “Nós somos 12 cooperativas vendendo em rede, por Itamaracá, Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda e Recife. Cada cooperativa liga para o responsável e diz quantos quilos tem. A carreta passa em cada uma já sabendo o peso e o material vai para a comercialização”, resume a líder da Cooperativa Coocares (PE), Lindaci Gonçalves. Além do ganho financeiro, Lindaci também ressalta a importância da velocidade e previsibilidade, ressaltando que a troca de informação com outras cooperativas sobre as embalagens da Tetra Pak traz importantes impactos. “O que muda nessa comercialização é o tempo: o material não fica muito tempo dentro dos galpões e a gente também não fica muito tempo sem dinheiro.” O papel da Tetra Pak Dentro desse sistema, a Tetra Pak, além de incentivar a criação e expansão de redes, atua como uma facilitadora por meio do Projeto Conexões. Criado em 2008, oferece consultoria especializada para cooperativas de todo o país, com foco em fortalecer essas organizações, apoiando negociações, logística, capacitação e disseminação de conhecimento sobre reciclabilidade a fim de garantir condições dignas em todas as etapas desse processo. Em 2025, por exemplo, a Tetra Pak já apoiou 206 entidades, em 16 estados e no Distrito Federal, no envio de cargas por meio de trabalho em rede somando, entre janeiro e novembro deste ano, 1.300 toneladas de embalagens longa vida foram escoadas dessa forma. Para a construção de uma cadeia de reciclagem mais eficiente e justa, é essencial que, além do retorno financeiro, exista o reconhecimento de catadoras e catadores como parte essencial da preservação do meio ambiente. O que o trabalho em rede propõe é justamente uma ação frente a um dos grandes desafios brasileiros no âmbito da reciclagem: a baixa adesão à coleta seletiva e a dificuldade de garantir fluxo contínuo de material com qualidade. Unidas, as cooperativas passam a operar em escala, com regularidade e maior capacidade de planejamento, o que fortalece o setor e seus integrantes. Se a economia circular depende de corresponsabilidade para ser factível, o trabalho em rede surge como um exemplo prático de que é a união que traz eficiência, renda e dignidade para aqueles que formam a base da cadeia. Com organização colaborativa, a reciclagem se transforma em uma dinâmica mais justa, em que a proteção ao meio ambiente deixa de ser uma teoria e vira uma prática cotidiana e ampla. “O meu sonho não é só meu, é de toda categoria. Meu sonho é ver o nosso trabalho e os nossos direitos reconhecidos. E eu acredito que isso há de acontecer”, diz Lindaci, da Coocares. Para conhecer mais sobre o trabalho em rede apoiado pela Tetra Pak, acesse: https://www.tetrapak.com/pt-br/campaigns/gqr-rede