Ele transformou a paixão pelo futebol em fábrica de bandeirões que fatura R$ 40 mil por mês

De torcedor a empresário: o negócio por trás dos bandeirões Para muitas torcidas, o bandeirão é mais do que um adereço de arquibancada. É símbolo de id...

Ele transformou a paixão pelo futebol em fábrica de bandeirões que fatura R$ 40 mil por mês
Ele transformou a paixão pelo futebol em fábrica de bandeirões que fatura R$ 40 mil por mês (Foto: Reprodução)

De torcedor a empresário: o negócio por trás dos bandeirões Para muitas torcidas, o bandeirão é mais do que um adereço de arquibancada. É símbolo de identidade, pertencimento e apoio ao time. Foi justamente a partir dessa paixão que o empreendedor Rogério Maldonado, conhecido como Bambu, construiu um negócio especializado na fabricação de bandeiras gigantes para estádios. Em Diadema, na Grande São Paulo, ele comanda uma empresa que hoje produz peças para clubes, federações, patrocinadores e eventos corporativos. "É a bandeira que representa a torcida no estádio, é o estandarte. Quando o time entra em campo daquele bandeirão, abre uma coisa que deslumbra, que mexe com os sentimentos dos torcedores e dos jogadores também", afirma o empreendedor. A trajetória começou de forma improvisada. Torcedor apaixonado, Rogério nunca havia confeccionado uma bandeira quando surgiu a necessidade de produzir uma para sua própria organizada. Com experiência em maquiagem artística e trabalho manual, decidiu encarar o desafio. Torcedor cria fábrica de bandeirões e fatura R$ 40 mil por mês Reprodução/PEGN "Quando a minha torcida precisou de uma bandeira de imediato, eu falei: 'eu vou pintar'. Já tinha técnica de pincel e conhecimentos de arte final. Comprei o pano, desenhei e pintei a bandeira para a torcida", relembra. O trabalho chamou atenção e logo veio uma encomenda inesperada: um cliente da Califórnia, nos Estados Unidos, procurou Rogério para fazer uma bandeira. Depois de concluir o projeto, ele publicou o resultado nas redes sociais e percebeu que havia demanda para o serviço. "Eu postei no Instagram a bandeira que tinha feito para a Califórnia. Aí os amigos começaram a perguntar: 'você está fazendo bandeira agora também?'. Foi ali que eu descobri que dava para fazer disso um negócio", conta. No início, ele era responsável por todas as etapas da produção. Comprava os tecidos, acompanhava a costura, fazia as entregas e administrava os pedidos. O crescimento da empresa começou quando clientes corporativos passaram a exigir nota fiscal. "Uma empresa me procurou e disse que precisava de nota fiscal. Foi quando abri um MEI para atender essa demanda. Depois, a empresa foi crescendo", diz. Torcedor cria fábrica de bandeirões e fatura R$ 40 mil por mês Reprodução/PEGN Hoje, a operação atende grandes clubes do futebol brasileiro e entidades ligadas ao esporte. O negócio recebeu investimento de cerca de R$ 80 mil para ampliar a estrutura produtiva e registra faturamento médio mensal de R$ 40 mil. Entre os projetos mais marcantes está a produção de um bandeirão para o Fluminense com 220 metros de comprimento e 90 metros de altura, utilizado em uma semifinal no Maracanã. "A maior bandeira conjunta que fizemos teve quase 21 mil metros quadrados e fechou o setor sul inteiro do Maracanã", afirma Rogério. Outro trabalho de destaque foi a produção de diversas bandeiras para revestir todos os setores do Morumbi durante uma celebração do aniversário do São Paulo Futebol Clube. Mas o mercado foi além dos estádios. Atualmente, a empresa também produz materiais em tecido para eventos corporativos, campanhas promocionais e empresas. "Hoje fazemos tudo o que você pensar em impressão em tecido. Além de bandeirões, faixas, mosaicos e camisões para arquibancada, também atendemos empresas com banners e bandeiras institucionais", explica o empresário. Entre os clientes está Johnny’s Rocha 'Carranca', vice-presidente de uma torcida organizada do Corinthians. Para ele, o valor das bandeiras vai muito além do visual. "Para nós, da Estopim da Fiel, a bandeira representa uma vida. Representa todo o esforço que a gente faz no nosso dia a dia", afirma. Segundo Carranca, a dedicação dos torcedores acontece durante toda a semana, não apenas nos dias de partida. "O jogo não é só no domingo. Para a gente, começa na segunda-feira e vai até o domingo seguinte. Tem logística, reserva de ingresso e preparação. Por isso, ver o bandeirão no estádio representa muito", diz. A relação construída ao longo dos anos transformou Rogério em uma referência no segmento. "Ele é uma referência para nós quando o assunto é bandeira e faixa. Sempre que a torcida precisa, a gente procura o trabalho dele", afirma o cliente. Partindo praticamente do zero, com apenas um notebook para criar as artes, o empreendedor viu a paixão pelas arquibancadas se transformar em uma empresa com cerca de 11 colaboradores e planos de expansão. "Comecei do zero, só com o notebook que eu tinha. Hoje temos quase 11 colaboradores e projetos novos já começando a acontecer. Isso me orgulha muito", afirma Rogério. Torcedor cria fábrica de bandeirões e fatura R$ 40 mil por mês Reprodução/PEGN Bandeiras Digitalizadas Ltda 📍 Endereço: Rua Sírio, 117 - Jd. 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