Desaparecimentos caem 6,8% no primeiro semestre no Alto Tietê
Os casos de desaparecimento no Alto Tietê diminuíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento foi reali...
Os casos de desaparecimento no Alto Tietê diminuíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento foi realizado pelo g1 com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). Em 2025, foram registrados 425 casos nos primeiros seis meses do ano. Em 2026, foram 396 ocorrências. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Das 10 cidades da região, quatro registraram aumento no número de casos: Guararema, Itaquaquecetuba, Poá e Salesópolis. Já Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano registraram queda nas ocorrências (veja abaixo). A SSP orienta que, ao perder contato com uma pessoa, os familiares registrem imediatamente um boletim de ocorrência em uma unidade policial ou pela Delegacia Eletrônica. Segundo a Secretaria, é fundamental fornecer o maior número possível de informações, como dados pessoais, características físicas e roupas usadas pela pessoa, além de outras referências que possam ajudar na localização. A colaboração da família, por meio do contato com amigos e conhecidos, também é considerada essencial para o avanço das investigações. Angústia Gisélia da Silva e Mônica de Morais seguem em busca de seus familiares no Alto Tietê Reprodução/TV Diário Apesar da queda no número de casos, muitas famílias da região continuam em busca de parentes e amigos que desapareceram. Gisélia Maria da Silva é uma dessas pessoas. Ela segue na esperança de encontrar o filho, Gerson da Silva Bernardo, que desapareceu em 2015. Segundo Gisélia, o filho morava em São Miguel Paulista e ia até Itaquaquecetuba visitá-la. Foi durante uma dessas visitas que ele desapareceu. “O último contato que eu tive com ele foi no mês de novembro de 2015... fiz o boletim de ocorrência, fui procurar, mas não tive retorno até hoje”, destacou. A dona de casa, hoje com 67 anos, rdiz que não tem mais condições físicas para procurá-lo, mas afirma que continua com fé de um dia encontrá-lo. A família de Mônica de Morais também vive a angústia de procurar um familiar desaparecido. Ela busca informações sobre o pai, José Maria, que desapareceu em Mogi das Cruzes em junho de 2026. “Nesse dia eu havia saído com ele até o mercado que tem próximo a casa dele pra dar uma volta, ele tava tranquilo, tava bem e ao voltar ele simplesmente falou assim: 'eu não vou entrar, eu vou sair' e eu tentei impedi-lo... mas não deu tempo, não consegui retê-lo”, disse. Segundo Mônica, o pai tem demência, o que aumenta a preocupação da família e a urgência das buscas. “É muito angustiante, porque a gente não sabe aonde a pessoa tá, como está, se está comendo, se está dormindo, né? Acreditamos que ele esteja vivo, né? Porque não nos foi passado nenhuma informação ao contrário, então a gente acredita que de alguma maneira Deus tá cuidando dele”, concluiu emocionada. Assista a mais notícias do Alto Tietê