Copa do Mundo 2026: entenda novo formato e como funcionam novas regras, de 'lei Vini Jr' a VAR turbinado
Novas regras e formato da Copa do Mundo 2026. REUTERS/David Klein A Copa do Mundo de 2026 promete ser diferente de todas as anteriores. Além de ser a maior da ...
Novas regras e formato da Copa do Mundo 2026. REUTERS/David Klein A Copa do Mundo de 2026 promete ser diferente de todas as anteriores. Além de ser a maior da história, e a primeira sediada por três países — Estados Unidos, México e Canadá —, o torneio também estreará uma série de mudanças nas regras do futebol. As novidades incluem medidas para combater a "cera", aumentar o tempo de bola rolando e a nova "regra Vini Jr." contra o racismo. Veja todas as camisas da Copa do Mundo e escolha a mais bonita 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A maior parte delas, inclusive, já foram aprovadas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas leis do jogo. Algumas delas, inclusive, já foram testadas em partidas recentes, como o amistoso entre Brasil e Panamá, no Maracanã. Esta reportagem reúniu as principais alterações do mundial de 2022, no Catar, para a Copa do Mundo de 2026. Copa do mundo de 2026: veja as principais mudanças Menos tempo para fazer cera Uma das principais reclamações da Fifa e da IFAB nos últimos anos é a quantidade de tempo perdido durante as partidas. Por isso, a Copa de 2026 terá novas medidas para acelerar o jogo. Nos laterais e tiros de meta, o árbitro poderá iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos quando entender que um jogador está demorando excessivamente para repor a bola em jogo. Se o prazo acabar: o lateral passa para o time adversário; o tiro de meta vira escanteio para o rival. A medida não existia na Copa do Catar e foi criada justamente para reduzir atrasos considerados estratégicos. Agora no g1 Nova "regra Vini Jr." contra o racismo Outra novidade da Copa de 2026 é uma regra voltada ao combate à discriminação, que está sendo chamada por alguns de "regra Vini Jr.". Jogadores que cobrirem a boca para ocultar ofensas racistas, homofóbicas ou outros comportamentos discriminatórios poderão receber cartão vermelho. A medida ganhou força após um episódio envolvendo o craque da seleção brasileira e o argentino Gianluca Prestianni, em uma partida entre Real Madrid e Benfica pela Champions League. Após investigação, a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu o jogador argentino por seis partidas por conduta discriminatória. Prestianni coloca a camisa na boca em discussão com Vini Jr. PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP Substituições terão cronômetro Outra mudança importante envolve as substituições. A partir da Copa de 2026, o jogador que estiver saindo terá até dez segundos para deixar o gramado depois que a placa for levantada. Caso ultrapasse esse tempo, a punição será coletiva: o substituto precisará esperar um minuto - e esperar a bola sair - para entrar em campo na próxima paralisação, deixando a equipe temporariamente com um jogador a menos. Na Copa de 2022 não havia um limite específico para a saída dos atletas. LEIA TAMBÉM: Quando são os jogos do Brasil e quais os adversários? Veja Atendimento médico passa a gerar punição temporária Outra medida voltada ao combate à perda de tempo envolve o atendimento médico. Agora, jogadores que receberem atendimento dentro de campo precisarão permanecer pelo menos um minuto fora do jogo após o reinício da partida. A regra possui exceções, como casos envolvendo goleiros, choques na cabeça e situações mais graves. Segundo a IFAB, a intenção é reduzir interrupções provocadas por atletas que simulam ou exageram lesões para esfriar a partida. Além disso, goleiros lesionados deixarão de permitir as chamadas "paradas técnicas informais", usadas por treinadores para passar orientações durante o atendimento médico. VAR ganha mais poderes Se na Copa de 2022 o VAR já teve papel importante, em 2026 ele terá ainda mais influência. Uma das principais novidades é a possibilidade de revisão de expulsões por segundo cartão amarelo. Até então, o protocolo não permitia esse tipo de intervenção. Outra mudança permite que o árbitro de vídeo avise rapidamente o juiz de campo quando houver um erro claro na marcação de escanteios ou tiros de meta. Em muitos casos, a correção poderá ser feita sem necessidade de revisão no monitor à beira do gramado. O protocolo também passa a prever revisões de faltas cometidas antes de cobranças de bola parada que resultem em gol, pênalti ou punições disciplinares. VAR decidiu lances duvidosos da Copa. EPA via BBC Copa terá mais seleções e uma fase extra de mata-mata Além das mudanças nas regras, a Copa de 2026 também terá um novo formato. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções — 16 a mais do que no Catar, em 2022. As principais mudanças são: 48 seleções, contra 32 na última Copa; 12 grupos de quatro equipes cada; classificação dos dois melhores de cada grupo e dos oito melhores terceiros colocados; criação de uma fase extra de mata-mata antes das oitavas de final; aumento do total de jogos de 64 para 104. Com a nova estrutura, o campeão precisará disputar oito partidas para levantar a taça. Na Copa do Catar, foram necessárias sete. A mudança faz parte da estratégia da Fifa para ampliar a participação de países e tornar o Mundial mais global.