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Conflito no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, diz Fundo Monetário Internacional

Fundo Monetário Internacional eleva projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional elevou a projeção de crescimento para o Brasil e...

Conflito no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, diz Fundo Monetário Internacional
Conflito no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, diz Fundo Monetário Internacional (Foto: Reprodução)

Fundo Monetário Internacional eleva projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional elevou a projeção de crescimento para o Brasil em 2026, mas alertou que a guerra aumenta o risco de uma recessão global. Mesmo que a guerra acabe logo, os danos à economia global já ocorreram. O conflito no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, pressionar a inflação e aumentar o risco de uma recessão, segundo o Fundo Monetário Internacional. O FMI traçou três cenários possíveis. O cenário referência pressupõe que o conflito termine rapidamente. Nele, a previsão de crescimento da economia mundial em 2026 é de 3,1%, em vez dos 3,3% projetados em janeiro, antes do início da guerra. Com 4,4% de inflação global - acima dos 3,8% previstos no começo de 2026. O cenário adverso considera um conflito mais duradouro, com preços do petróleo e do gás natural e inflação elevados. Nele, o crescimento cai para 2,5% em 2026 e a inflação sobe para 5,4%. Estamos cada vez mais perto desse cenário, segundo o FMI. No cenário severo, com interrupções no fornecimento de energia até 2027, o crescimento global pode cair para 2% em 2026, enquanto a inflação ficaria em 5,8%. O economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, avaliou que a guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz já trouxeram mais impactos no mercado global de energia do que a crise do petróleo de 1973. Conflito no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, diz Fundo Monetário Internacional Jornal Nacional/ Reprodução Segundo o FMI, cada país vai responder de uma forma diferente. Na economia americana, os efeitos sentidos pelos cidadãos no dia a dia são um dos fatores que pressionam o presidente Donald Trump a encerrar o conflito. A inflação acumulada em 12 meses no país está em 3,3% - acima da meta do Banco Central. O economista especialista em energia, Patrick De Haan, afirmou que nos Estados Unidos o diesel está próximo de atingir um preço recorde, e que isso tem efeito cascata em vários setores da economia, principalmente o rural. Diesel mais alto encarece o frete e a tendência é que o valor seja repassado para alimentos, serviços, produtos industrializados, pressionando a inflação. Além disso, agricultura e indústria pagam mais por energia e insumos, como fertilizantes. A lógica é a mesma para o Brasil, que também sente os efeitos da guerra. Mas, no caso do Brasil, segundo o relatório, a guerra deve ter um efeito positivo para a economia em 2026, especialmente porque o país produz e exporta petróleo. E, com isso, arrecada mais dólares. O FMI aumentou a projeção de crescimento brasileiro em 2026 de 1,6% para 1,9% e ressaltou que o país é um grande produtor de energias renováveis e isso atenua os efeitos da alta do petróleo. Ao lançar o relatório, nesta terça-feira (14), os economistas do FMI fizeram um alerta: os bancos centrais devem priorizar o combate à inflação, mesmo que isso pese sobre o crescimento no curto prazo; e os governos devem evitar subsídios generalizados ou controle de preços, que tendem a ter custo alto e eficácia baixa. A recomendação é adotar políticas temporárias que respeitem o controle das contas públicas, para não dificultar o trabalho dos bancos centrais. LEIA TAMBÉM Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9% Guerra no Oriente Médio: efeitos na economia serão duradouros e no mundo inteiro, diz FMI