Como é o Rio Grande, onde caminhonete afundou e dois jovens morreram em Colômbia, SP

Cheia do Rio Grande em Colômbia, SP Reprodução/EPTV O Rio Grande, onde uma caminhonete com três amigos caiu e afundou na madrugada de sábado (17), em Colô...

Como é o Rio Grande, onde caminhonete afundou e dois jovens morreram em Colômbia, SP
Como é o Rio Grande, onde caminhonete afundou e dois jovens morreram em Colômbia, SP (Foto: Reprodução)

Cheia do Rio Grande em Colômbia, SP Reprodução/EPTV O Rio Grande, onde uma caminhonete com três amigos caiu e afundou na madrugada de sábado (17), em Colômbia (SP), é um dos maiores pontos turísticos da região. Ele nasce na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, e percorre cerca de 1,2 mil quilômetros até se unir ao Rio Paranaíba e formar o Rio Paraná. A bacia hidrográfica é formada por 393 municípios e 60,2% da área de drenagem fica em Minas Gerais, e outros 39,8% em São Paulo. Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o ponto onde a caminhonete afundou com os jovens, com idades entre 17 e 23 anos, tem aproximadamente cinco metros de profundidade. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A medida, no entanto, refere-se apenas ao embarcadouro da Orla Municipal de Colômbia e não representa todo o Rio Grande. A profundidade e a força da água mudam ao longo do percurso. O rio também abastece um sistema com 12 reservatórios e é utilizado para geração de energia, abastecimento, irrigação, agricultura, criação de peixes, pesca e turismo. (entenda abaixo) Caminhonete afunda no Rio Grande e jovens ocupantes desaparecem em Colômbia, SP Ainda segundo a Defesa Civil, chovia em Colômbia no momento do acidente e a correnteza estava agitada. Após a caminhonete cair dentro do rio, os três jovens conseguiram sair do veículo, mas dois deles acabaram arrastados pelas águas. LEIA TAMBÉM Bombeiros encontram corpo de segundo jovem que desapareceu no Rio Grande Corpo de jovem que desapareceu após caminhonete cair no Rio Grande é encontrado Pescadores se mobilizam na busca por jovens desaparecidos no Rio Grande, no interior de SP Jovem mergulhou para tentar salvar amigo, diz sobrevivente Vídeo mostra caminhonete que afundou no Rio Grande no interior de SP O corpo de Tiago Henrique de Matos Silva, de 23 anos, que dirigia o veículo, foi encontrado no domingo (18), nas proximidades da ponte entre Colômbia e Planura (MG). O corpo de Pedro da Silva Firmino, de 17, foi localizado na manhã de segunda-feira (19). Ao g1, Lucas Torquato de Morais, de 21, disse que não sabe nadar e sobreviveu depois de se agarrar a uma bomba de captação no rio e chegar até a margem. "Eu não sei nadar, sincero a falar, eu não sei nadar. Consegui ir flutuando até lá. Fiquei segurando nela [na bomba de captação]", contou. Pescadores fazem buscas por jovens desaparecidos no Rio Grande, em Colômbia, SP Reprodução/Defesa Civil Profundidade e correnteza variam ao longo do rio A profundidade do Rio Grande varia conforme o trecho. O fundo, a largura e o volume de água são influenciados pelo relevo, pelos afluentes, pelas chuvas e pelos reservatórios das usinas hidrelétricas. No embarcadouro de canoas da Orla Municipal de Colômbia, onde aconteceu o acidente, a Defesa Civil estimou a profundidade em aproximadamente cinco metros. A correnteza também não apresenta a mesma intensidade em toda a extensão. Na madrugada de sábado, chovia e a água estava agitada, segundo a Defesa Civil. O órgão municipal também registrou vento, água turva e correnteza forte, e informou que as condições dificultaram o trabalho dos mergulhadores e reduziram a visibilidade dentro do rio. Durante as buscas, pescadores se juntaram às equipes de resgate e percorreram as margens com canoas. Uma das embarcações utilizou um sonar para monitorar o fundo do rio. Os voluntários também utilizaram uma espécie de gancho para tentar localizar objetos submersos. Quando algo era identificado, os bombeiros seguiam até o ponto para fazer a verificação. A caminhonete foi localizada e retirada da água com a ajuda de uma escavadeira na tarde de sábado. As buscas pelos ocupantes mobilizaram equipes dos Corpos de Bombeiros de São Paulo e de Minas Gerais, das defesas civis estadual e municipal, da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Imagem mostra faróis da caminhonete brilhando dentro da água Câmeras de segurança Da Serra da Mantiqueira ao Rio Paraná O Rio Grande nasce em Bocaina de Minas (MG), na Serra da Mantiqueira, a aproximadamente 1,9 mil metros de altitude. Depois de percorrer cerca de 1,2 mil quilômetros, encontra o Rio Paranaíba na divisa entre Santa Clara d’Oeste (SP) e Carneirinho (MG). A partir dessa confluência, os dois formam o Rio Paraná. Em parte do trajeto, o Rio Grande funciona como uma divisa natural entre Minas Gerais e São Paulo. Na região de Ribeirão Preto e Franca, o rio banha ou delimita áreas de municípios como Rifaina, Igarapava, Miguelópolis, Guaíra e Colômbia. Ao longo deste percurso, há trechos com características semelhantes às de grandes lagos, formados pelos reservatórios das usinas hidrelétricas. A bacia hidrográfica reúne o Rio Grande e os cursos d'água que desembocam nele. Entre os principais afluentes estão os rios Aiuruoca, das Mortes, Verde, Sapucaí, Pardo e Turvo. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a bacia ocupa aproximadamente 143,2 mil quilômetros quadrados e alcança, total ou parcialmente, 393 municípios, e aproximadamente 9 milhões de pessoas vivem nos municípios inseridos na bacia. Buscas seguem no Rio Grande, em Colômbia (SP) Câmeras de segurança Energia, irrigação e abastecimento Ao longo do sistema do Rio Grande estão 12 reservatórios usados para geração de energia: Camargos, Itutinga, Funil Grande, Furnas, Mascarenhas de Moraes, Luiz Carlos Barreto de Carvalho, Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia, Marimbondo e Água Vermelha. Na região de Ribeirão Preto e Franca, as usinas de Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia e Marimbondo transformaram diferentes trechos do rio em grandes reservatórios. Nesses locais, o curso d'água se alarga e pode apresentar características semelhantes às de um lago. Em outros pontos, o rio passa por canais mais estreitos e pode ter correnteza mais intensa. A ANA estabelece regras para a operação do sistema de acordo com o volume armazenado e os períodos seco e chuvoso. Além da geração de energia, as medidas precisam considerar outros usos da água, como abastecimento, irrigação e turismo. A bacia também concentra indústrias, áreas de agricultura irrigada e parques aquícolas destinados à criação de peixes. Imagens mostram caminhonete que afundou no Rio Grande em Colômbia, SP Pesca e turismo em Colômbia Em Colômbia, o Rio Grande faz parte da rotina de pescadores, moradores e visitantes. Segundo a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, a pesca esportiva atrai turistas durante todo o ano. O município conta com portos voltados à pesca, pousadas, barcos e serviços de piloteiros, profissionais que conhecem os percursos e acompanham os visitantes durante as atividades no rio. A pesca esportiva, o turismo náutico e os eventos relacionados à atividade pesqueira estão entre as atrações oferecidas pela cidade. A Orla Municipal, onde a caminhonete entrou na água, é utilizada para caminhada, lazer, atividades ao ar livre e acesso ao Rio Grande. No local também há um embarcadouro usado por canoas e outras pequenas embarcações. Caminhonete retirada do Rio Pardo após acidente em Colômbia, SP Kelven Melo/EPTV Como aconteceu o acidente Os três amigos, moradores de Indaiatuba (SP), estavam hospedados na região e voltavam para a pousada depois de passear pela cidade. Segundo Lucas, o grupo viu uma área iluminada próxima ao rio e decidiu passar pelo local. Eles acreditaram que a rua contornava o Rio Grande, mas a via terminava no embarcadouro de canoas da Orla Municipal. Em nota, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que o motorista não percebeu o fim do trecho asfaltado. Por isso, a caminhonete entrou no rio pelo embarcadouro. Lucas estima que o veículo estava a aproximadamente 45 km/h. Segundo ele, o amigo ainda tentou frear, mas não conseguiu parar antes de chegar à água. Os vidros dianteiros estavam abertos, e os três ocupantes conseguiram sair da caminhonete. Lucas, que estava no banco traseiro, foi o último a deixar o veículo. Tiago, que dirigia a caminhonete, foi levado pela correnteza. Segundo Lucas, Pedro tirou o calçado e o boné e mergulhou para tentar salvar o amigo. O adolescente conseguiu alcançar Tiago e tentou levá-lo em direção à margem. Lucas disse que, já fora da água, procurou uma corda ou algum objeto que pudesse jogar aos dois, mas não encontrou. Ele acompanhou os amigos pela margem por cerca de 50 metros, mas caiu em pedras, machucou o pé e acabou perdendo os dois de vista. "É uma coisa muito ruim a gente estar tendo que dar um depoimento desse. Eu queria que a gente tivesse nós três aqui falando isso." Corpo de bombeiros faz buscas por jovens desaparecidos no Rio Grande, em Colômbia (SP) Samuel da Silva/Portal Notícias Colômbia SP *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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