Casal do Acre cria jogo inspirado em animais para estimular aprendizado: 'Pensado para ser lúdico'
Casal do Acre cria jogo inspirado na fauna brasileira para estimular aprendizagem 🎮 Ensinar em forma de brincadeira enquanto estimula o raciocínio lógico. ...
Casal do Acre cria jogo inspirado na fauna brasileira para estimular aprendizagem 🎮 Ensinar em forma de brincadeira enquanto estimula o raciocínio lógico. Esta é a missão do jogo Olha o Bichim , criado pela servidora pública Risoleta Miranda e o marido dela, analista de sistemas Giuliano Cardoso. O game, disponível para smartphones, combina a mecânica do clássico 2048 com animais da fauna brasileira. A interface do jogo foi desenvolvida por Giuliano, enquanto Risoleta ficou responsável pela escolha dos animais e pela construção da temática. Batizado com nome de "Olha o Bichim", o jogo está disponível gratuitamente para Android e iOS e pode ser jogado on-line e até off-line. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Risoleta explica que a ideia surgiu quando o esposo decidiu desenvolver uma versão do quebra-cabeça 2048 e a convidou a definir a ambientação. O jogo é direcionado ao público infantil, mas, segundo a co-criadora, todas as faixas etárias podem se divertir. "Pensei em moldar a temática do jogo de uma forma que forneça o prazer de jogar com o prazer de aprender. Sempre caminho no Parque Ipê, e vi uma criança encantada ao ver as capivaras, ela falou: 'olha mãe, o bichinho', isso ficou martelando na minha cabeça”, explica. Interface do jogo foi desenvolvida por Giuliano, enquanto Risoleta ficou responsável pela escolha dos animais e pela construção da temática Arquivo pessoal LEIS MAIS: Casal homoafetivo do Acre celebra adoção do filho por meio da entrega voluntária: 'Enche nossos dias de amor' Juntos há quase 7 anos, casal cria negócio para surpreender apaixonados no Acre Casal do AC adota duas irmãs e relembra história de transformação da família: ‘Elas que nos abençoaram’ A escolha também levou em consideração o contato cada vez mais frequente das crianças com dispositivos eletrônicos. Para Risoleta, embora o uso excessivo de telas seja uma preocupação para pais e educadores, a proposta foi pensar em uma alternativa para quando a criança estiver no celular. "Se for para usar a tela, moderada ou moderadamente, que seja com algo que estimule áreas que são da nossa cultura e interesse em preservar. A primeira escolha, instintivamente veio: Tem que ter capivara! A capivara é a rainha do momento!", afirma. 🧮 Matemática e coordenação A diferença entre o aplicativo criado pelos acreanos e o jogo que o inspirou está na representação: os números são associados a animais. Risoleta destaca que a escolha permite que a dinâmica seja compreendida até por crianças que não dominam matemática. Aplicativo traz espécies de biomas como Amazônia e Pantanal, valorizando a fauna nacional Reprodução "Como sei que hoje em dia crianças não alfabetizadas também gostam de consumir jogos, então os animais foram escolhidos para serem o aspecto duplo do número no tabuleiro: quem sabe somar, joga somando. Quem não sabe somar, joga unindo, juntando os desenhos iguais", diz. Além do raciocínio matemático, os movimentos exigem precisão. Segundo ela, a sensibilidade dos comandos faz com que um movimento errado possa comprometer toda a sequência da partida. Além disso, a dinâmica também exige planejamento. Espécies ameaçadas Outro critério utilizado na escolha dos personagens foi a possibilidade de apresentar animais que não fazem parte do cotidiano de muitas crianças. O peixe-boi, por exemplo, foi incluído por enfrentar risco de extinção e por ser uma espécie que dificilmente é observada pessoalmente por crianças. Com isso, a plataforma busca despertar a consciência ambiental dos jogadores. "No nosso jogo, ele [peixe-boi] aparece em uma etapa mais avançada da progressão, como um animal considerado até especial. O lobo-guará também foi escolhido por ser uma espécie que ainda é meio desconhecida por parte da população, tudo foi bem pensado para ser lúdico", pontua. Possibilidades de uso Além da proposta de entretenimento, os criadores começaram a perceber possibilidades de utilização do jogo em atividades escolares. Segundo Risoleta, alguns amigos professores conheceram o projeto, gostaram da proposta e passaram a recomendá-lo aos alunos. Em uma aula de matemática, por exemplo, o professor pode utilizar o jogo como uma introdução a conteúdos como progressão geométrica, potenciação e raiz quadrada. "Na biologia, os animais podem servir como ponto de partida para discutir mamíferos, répteis, anfíbios e outras classificações e nas aulas de geografia, os estudantes podem ser estimulados a identificar a qual bioma brasileiro pertence cada espécie", acrescenta. Risoleta argumenta ainda que o jogo pode ser uma proposta de raciocínio lógico, nas quais o desafio passa a ser encontrar estratégias para avançar no tabuleiro. "Tudo depende do contexto e da didática", complementa. VÍDEOS: g1