Buscas por castanheiro desaparecido entre Amapá e Pará são encerradas sem sucesso
Jhemenson Rodrigues Gonçalves, de 33 anos Arquivo pessoal/Reprodução Forças de segurança e voluntários encerraram nesta quarta-feira (21) as buscas pelo c...
Jhemenson Rodrigues Gonçalves, de 33 anos Arquivo pessoal/Reprodução Forças de segurança e voluntários encerraram nesta quarta-feira (21) as buscas pelo castanheiro Jhemenson Rodrigues Gonçalves, desaparecido há 19 dias na Floresta Estadual do Paru, na divisa entre Amapá e Pará. Morador de Laranjal do Jari, Jhemenson entrou sozinho na floresta no dia 4 e não retornou. A suspensão das buscas segue protocolos oficiais. O caso será investigado pela Polícia Civil do Pará. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Nas redes sociais, a família mobiliza a comunidade para manter as buscas na mata por conta própria. A coleta de castanha é uma das principais atividades econômicas em Laranjal do Jari e regiões próximas do Pará. Os trabalhadores entram na floresta para recolher os ouriços que caem das árvores. Equipes do Pará e Amapá participaram das buscas Reprodução LEIA MAIS: Rede de exploração sexual de menores é alvo de Operação da Polícia Civil em Macapá e Santana Operação contra furto de cobre prende comerciante e recupera cabos de R$ 10 mil no Amapá Desafios das buscas As equipes enfrentaram vários desafios. O principal é a imensidão da floresta, que dificultou o trabalho e o deslocamento. As primeiras buscas ocorreram perto do ponto onde ele teria desaparecido. Sem resultados, o raio foi ampliado para cerca de 4 quilômetros a partir do acampamento. Castanheiro desaparecido: entenda os desafios das buscas na floresta entre Amapá e Pará Na quarta-feira (15), as buscas passaram para outra área da floresta. A suspeita era que Jhemenson teria atravessado um rio próximo. A região tem acesso difícil e vegetação densa, com capins cortantes e mata fechada, o que dificultam as buscas. Moradores explicam que a forma mais fácil de chegar à área é por meio dos “batelões”, barcos usados para transportar castanha. O abafamento da floresta aumenta o cansaço das equipes e dificulta a respiração. Segundo José Jussian da Silva, um dos responsáveis pelas buscas, os grupos chegaram a caminhar até dois dias dentro da mata, mas sem sucesso. "Percorremos cerca de 45 quilômetros fazendo barulho e observando o mato, mas não encontramos vestígios. Esse é um lado do planejamento que fizemos. Agora, vamos seguir na direção de onde paramos para fechar a região do Leste ao Sul. Estamos seguindo um planejamento em formato de quadrado, com lados de 10 quilômetros. A caminhada na vegetação é muito difícil, e por isso os 10 quilômetros acabam virando até 13", explicou Jussian. Para se comunicar na floresta, os profissionais usam disparos de pistola e gritos específicos. Na terça-feira (14), moradores relataram ter ouvido tiros e acreditaram que poderia ser o trabalhador tentando sinalizar, mas ele não foi localizado. Outros casos de castanheiros perdidos já foram registrados, mas nenhum durou tanto tempo. Equipes atuam nas buscas na floresta Reprodução Homem desaparece na floresta do Paru entre o Amapá e o Pará Floresta fica na divisa entre o PA e o AP Reprodução Equipes atuam nas buscas José Jussian da Silva/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: VÍDEOS: reveja os vídeos mais recentes do g1 Amapá| em G1 / AP / Amapá