Brasileiros conquistam pódio na centésima edição da São Silvestre
São Paulo celebrou hoje a centésima edição da corrida de São Silvestre. Tiveram brasileiro e brasileira no pódio e uma arrancada espetacular do campeão d...
São Paulo celebrou hoje a centésima edição da corrida de São Silvestre. Tiveram brasileiro e brasileira no pódio e uma arrancada espetacular do campeão da prova nos metros finais. Quem experimenta o deslumbramento da São Silvestre quer passar adiante. Por isso, o Emerson Iser Bem está de volta. Ele venceu a prova lá atrás, em 1997. Agora, sem se preocupar com resultados, veio ensinar o filho Yan, de 19 anos, que estamos diante de algo maior do que uma simples corrida. "A São Silvestre acontece no momento do ano em que ela encerra um ciclo. Estamos todos com a emoção mais aflorada e o final dela é uma emoção muito grande. Então quero trazer ele para esse mundo do esporte, da saúde", declarou Iser Bem, campeão da São Silvestre em 1997. Emerson Iser Bem está de volta. Ele venceu a prova lá atrás, em 1997. Agora, sem se preocupar com resultados, veio ensinar o filho Yan, de 19 anos, que estamos diante de algo maior do que uma simples corrida. Jornal Nacional Tem gente que não consegue se desprender desse sentimento. O Décio de Oliveira Castro, por exemplo, tem uma trajetória que se confunde com a da São Silvestre. Ele é figura cativa na prova desde 1953. Correu no glamour da noite, nas tardes de calor sufocante. E, desde 2012, no horário atual, das manhãs paulistanas. Décio assegura que, nesse tempo todo, a corrida manteve a alma intacta. "A São Silvestre, para mim, é o Pelé das corridas. Pode-se dizer isso", afirma Décio de Oliveira Castro. Já que a edição é solene, de 100 anos, teve também visita ilustre. A maior vencedora de todos os tempos: Rosa Motta, portuguesa, dona de seis títulos na década de 1980. "Estou muito feliz de viver esse movimento, essa agitação, a felicidade das pessoas de poder participar da são silvestre. É uma maravilha", diz Rosa Motta. Trata-se de uma alegria contagiante mesmo, ainda mais pela quantidade de pés que invadiram as ruas nesta edição: 55 mil participantes, um recorde no ano do centenário. Entre as mulheres, a prova foi dominada por Sisilia Panga, da Tanzânia. Nubia oliveira, em terceiro lugar, acabou como a melhor brasileira. Na prova masculina houve uma disputa digna da história da corrida, com o vencedor sendo definido apenas nos metros finais. Jonathan Kipkhoe, do Quênia, liderou durante boa parte dos 15 quilômetros, mas perdeu o fôlego no fim. Muse Gizachew, da Etiópia, aproveitou a chance e arrancou para o título. "Foi uma corrida muito difícil, de subidas e descidas. Mas Deus me ajudou", declarou o vencedor. Fábio Jesus Correia, em terceiro lugar, terminou como o melhor brasileiro. Não faltaram, assim, sentimentos e histórias para celebrar esses 100 anos. A São Silvestre envelhece muito bem.