Auditoria já apontava risco de aporte do Rioprevidência no Master, foco da operação desta sexta
PF cumpre mandados de busca e apreensão na RioPrevidência A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência fez uma auditoria fisc...
PF cumpre mandados de busca e apreensão na RioPrevidência A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência fez uma auditoria fiscal que embasou a Operação Barco de Papel, deflagrada nesta sexta-feira (23). Nesta manhã, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra o presidente e ex-diretores do Rioprevidência, fundo responsável por gerir benefícios de aposentadorias e pensões de servidores estaduais do Rio de Janeiro. A ação faz parte das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, liquidado em novembro. Aplicação trouxe prejuízos A investigação que resultou na deflagração da operação também começou em novembro do ano passado. O objetivo é apurar a suspeita de que a cúpula da autarquia expôs os recursos destinados para benefício de aposentados e pensionistas a risco "elevado e incompatível com a sua finalidade". Agentes federais investigam nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Nesse período, R$ 970 milhões em recursos da autarquia foram aplicados em letras financeiras emitidas pelo banco Master, sem garantias de retorno. Em novembro, o g1 mostrou que, até meados de 2025, o Rioprevidência chegou a aplicar R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master — aplicações financeiras sem garantias. 🔎Em novembro do ano passado, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após uma operação da PF que revelou um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o dono do banco, Daniel Vorcaro, e outros diretores da instituição. A PF investiga se integrantes da cúpula do Rioprevidência cometeram crimes contra o sistema financeiro nacional. Entre eles, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.