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Após mortes da nora e da filha envenenadas, mulher é denunciada à Justiça pelo 3º crime

Ministério Público denuncia Elizabete Arrabaça por tentativa de homicídio contra amiga O Ministério Público de Pontal (SP) denunciou Elizabete Arrabaça p...

Após mortes da nora e da filha envenenadas, mulher é denunciada à Justiça pelo 3º crime
Após mortes da nora e da filha envenenadas, mulher é denunciada à Justiça pelo 3º crime (Foto: Reprodução)

Ministério Público denuncia Elizabete Arrabaça por tentativa de homicídio contra amiga O Ministério Público de Pontal (SP) denunciou Elizabete Arrabaça por tentativa de homicídio por envenenamento contra a amiga Neuza Ghiotto, há oito anos. A acusação precisa ser analisada pela Justiça, que pode torná-la ré ou arquivar o caso. Arrabaça, de 68 anos, é ré pela morte da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, em março de 2025 em Ribeirão Preto (SP). Ela também foi denunciada pelo assassinato da filha Nathália Garnica, em fevereiro do mesmo ano em Pontal (SP). A acusação é de que ela usou chumbinho para envenenar a nora e a filha por motivos financeiros. No caso de Larissa, de acordo com a Promotoria, ela ainda contou com a ajuda do filho, o médico Luiz Antonio Garnica. No caso de Neuza, Elizabete responde por tentativa de homicídio por motivo torpe, meio cruel por uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação ainda é agravada porque a vítima tem mais de 60 anos. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Elizabete Arrabaça, Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal O que diz a defesa Em nota, os advogados Bruno Corrêa Ribeiro e João Pedro Soares Damasceno classificaram a denúncia como absurda. A defesa alega que a Promotoria se baseou nas investigações anteriores e que não há qualquer prova da ação de Arrabaça contra Neuza. Segundo os advogados, a própria denúncia cita que o quadro clínico apresentado por Neuza na época do suposto crime é compatível com intoxicação por agente químico, mas que não existem elementos para afirmar com certeza que ela foi envenenada. “Torna-se equivocada a imputação de crime tão grave por um fato que não existe qualquer certeza se ocorreu ou não, simplesmente pelo fato de Elizabete estar sendo investigada e/ou acusada de crime semelhante, o que beira o absurdo jurídico.” Ainda de acordo com a defesa, o próprio Ministério Público reconhece que os laudos não apontam qualquer evidência de envenenamento. “Sequer podemos falar em indícios, pois o próprio laudo pericial deixa muito claro que ‘não existem elementos de certeza para afirmar que o quadro foi causado por esta intoxicação exógena’.” Arrabaça está presa preventivamente desde 2025. Ela nega todas as acusações. Amiga tomou remédio Neuza Ghiotti foi madrinha de casamento de Elizabete e as duas eram muito próximas. Há oito anos, Elizabete ofereceu um colar à mulher, mas ela se recusou a comprá-lo. Por esse motivo, a idosa teria agido contra a vida dela, segundo o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC). Para a polícia, a análise no prontuário médico da época feita agora pelo Instituto Médico Legal (IML) não deixa dúvidas sobre a tentativa de envenenamento. Segundo a investigação, Neuza passou cinco dias internada, sendo dois na UTI, após tomar um medicamento fornecido por Elizabete. “Encontramos essa prova técnica, o laudo dizendo o que aconteceu, o tratamento ao qual ela foi submetida. Isso levou a polícia a entender que ela tentou também envenenar essa amiga e não conseguiu (...) Nós temos o lado da vítima que recebeu dela uma cápsula de omeprazol e, em seguida, foi para o hospital”, diz Araújo Júnior. O laudo elaborado com base nas informações de prontuários médicos apontou que a paciente teve diarreia, vômito intenso, falas confusas, sudorese e outros sintomas compatíveis com intoxicação externa por agente químico. LEIA TAMBÉM: Mulher acusada de matar nora e indiciada por assassinar filha age como serial killer, dizem polícia e MP Polícia investiga nova suspeita de envenenamento contra idosa que matou nora e filha no interior de SP Amante de médico acusado de matar esposa envenenada diz que ele não queria se separar e gostava das duas Como suspeitas surgiram As investigações só foram possíveis depois que Arrabaça foi presa em maio de 2025 por suspeita de envenenar e matar a nora em conluio com o filho. A professora de pilates Larissa Rodrigues morreu em março em Ribeirão Preto (SP) e o laudo toxicológico apontou chumbinho no organismo dela. Arrabaça e o filho foram acusados do crime por causa de dinheiro. Segundo a polícia, Larissa queria o divórcio porque havia descoberto uma traição do marido. Como mãe e filho estavam endividados e, para manter o patrimônio nas mãos de Garnica em caso de separação, eles decidiram matar a professora. Os dois serão levados a júri popular pelo homicídio. Arrabaça também foi denunciada pelo Ministério Público pelo assassinato da filha Nathália Garnica, morta envenenada em fevereiro deste ano em Pontal (SP), um mês antes de Larissa. A Promotoria sustenta que a idosa queria ficar com a herança da filha. A denúncia do caso de Nathália ainda aguarda decisão da Justiça. Nathália Garnica, Elizabete Arrabaça, Larissa Rodrigues, Ribeirão Preto, SP Reprodução/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região