Aplicação ilegal de agrotóxico com drones em área de quase 900 hectares é investigada no Acre
Aplicação ilegal de agrotóxico com drones em quase 900 hectares é investigada no Acre Um inquérito civil do Ministério Público do Acre (MP-AC) apura a po...
Aplicação ilegal de agrotóxico com drones em quase 900 hectares é investigada no Acre Um inquérito civil do Ministério Público do Acre (MP-AC) apura a possível aplicação ilegal de agrotóxicos em uma área que totaliza 879,05 hectares que pode ter provocado degradação de mata nativa por meio de agente químico. A investigação é baseada em um relatório produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), que identificou os alertas de desmatamento químico em 15 dos 22 municípios, incluindo a capital Rio Branco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp A medida foi publicada no Diário Eletrônico do MP do dia 16 deste mês, e busca identificar os responsáveis pelo uso irregular dos produtos, além de verificar a regularidade do licenciamento, autorização, controle, fiscalização, monitoramento ambiental e rastreabilidade dessas operações. Investigação baseia-se em relatório do Gaema, que identificou alertas de desmatamento químico em 15 municípios Arquivo/BP-AC Para isso, a promotora Manuela Canuto de Santana Farhat solicitou informações ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) sobre licenciamento, rastreabilidade de produtos e regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR). LEIA MAIS Mais de 1,8 milhão de litros de agrotóxicos foram utilizados no AC em 2024; 4 municípios concentraram mais de 50% do uso Acre é o quarto estado da região Norte em intoxicações por agrotóxico O relatório aponta como hipótese técnica que esses equipamentos, ou pequenas aeronaves agrícolas, tenham sido o método empregado para a aplicação ou pulverização. A investigação busca confirmar se houve essa aplicação aérea por drones em cada ocorrência, mapeando os responsáveis, os produtos aplicados e as circunstâncias da operação. Foram constatados alertas de degradação química nas seguintes cidades: Acrelândia Assis Brasil Brasiléia Bujari Capixaba Cruzeiro do Sul Epitaciolândia Feijó Manoel Urbano Plácido de Castro Porto Acre Rio Branco Rodrigues Alves Sena Madureira Xapuri Como as suspeitas foram levantadas Foram registrados alertas incidentes em áreas declaradas como Reserva Legal e Área de Preservação Permanente (APP), inclusive em situação envolvendo nascente. Foi a partir do aumento nas notificações de uso de agrotóxicos no Acre ante o baixo número de empresas devidamente registradas no cadastro de operadores do Sistema de Defesa Agropecuária e Florestal (Sisdaf) - apenas duas - que o MP viu a necessidade de aprofundar a apuração. Contudo, ainda segundo o documento, foram identificados diferentes registros de CAR incidindo sobre um mesmo alerta, bem como um mesmo alerta alcançando mais de uma propriedade. Essas circunstâncias revelaram a necessidade de individualização cadastral e fundiária para que se possa identificar adequadamente os responsáveis. Com as informações solicitadas aos órgãos de controle, o órgão ministerial pretende mapear todo o ciclo dos produtos, desde a aquisição, prescrição, transporte, armazenamento, aplicação e destinação final, de modo a identificar adquirentes, fornecedores, responsáveis técnicos, prestadores de serviços, operadores e demais pessoas físicas ou jurídicas envolvidas. VÍDEOS: g1